Tribuna do Leitor

O pacto


| Tempo de leitura: 2 min

Casou-se e teve um filho. Com o tempo o menino demonstrou interesse em ser médico. O pai ficou maravilhado, pois considerava o médico como um deus. De repente, ficou triste, com a possibilidade de não poder realizar seu sonho... e o do filho.

Era pobre. Ficou desesperado, depressivo e até agressivo. Foi a um lugar calmo para pensar. Faria qualquer coisa para reverter essa situação, pensou. “Diabos”, não há jeito. Foi aí que aconteceu! Apareceu um homem bem vestido e apessoado... com sorriso nos lábios lhe disse: - Quer que eu resolva seu problema? – Quem é o senhor? – Não importa. O que importa é que eu o resolvo. Quero apenas ter o poder de entrar na mente do seu filho. Pensou: - Quem pode fazer isso? É impossível! Para se desvencilhar do homem, disse: - Está bem, concordo! Foi para casa, pensando nesse absurdo. Perguntou-se: - Será que sonhei?

Passaram-se dias, meses e anos. Estava na formatura do filho... que já era médico. Havia conseguido por ter ganho na loteria. O filho, conseguiu emprego em um hospital, e logo percebeu falhas gritantes na administração.

A farmácia não possuía medicamentos suficientes para suprir as necessidades do hospital. Comida azeda, por vezes era servida a pacientes e funcionários.

O gerador de energia auxiliar não funcionava, ou talvez nem existia. Mesmo perplexo com essa situação, pensava: - Cumpro minha obrigação, como os demais... mas, será que não estamos sendo omissos? Logo, tirava esses pensamentos da cabeça.

Uma manhã, quando tomava seu café matinal, viu seu filho brincando no quintal. Este também demonstrava gosto para a medicina. Apesar de ter um bom salário, ficou preocupado, pois estes sempre estavam atrasados. Talvez tivesse dificuldades futuras... “Diabos!” Foi aí que aconteceu novamente. Um homem bem vestido e apessoado... com um sorriso nos lábios lhe disse: “- Quer que eu resolva seu problema?!”

Nota: qualquer semelhança desta narrativa com acontecimentos macabros acontecidos nesta cidade... é mera coincidência!

Luis Carlos Pasquarelo

Comentários

Comentários