Os servidores do setor administrativo da Subdelegacia Regional do Ministério do Trabalho de Bauru entraram em greve, ontem, por tempo indeterminado. Segundo Vera Lúcia Garcia, diretora do Interior do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado de São Paulo (Sindsef-SP), dos 13 funcionários do setor, dez cruzaram os braços para acompanhar o movimento nacional - que em algumas cidades do País começou no último dia 10. Os fiscais da Subdelegacia continuam trabalhando normalmente.
Com a greve, ficam prejudicadas a emissão de carteira de trabalho e a liberação de seguro-desemprego - serviços que também podem ser solicitados pela população no Poupatempo -, além da homologação de rescisão de contratos trabalhistas e o registro de protocolos em geral.
A principal reivindicação da categoria é a elaboração de um plano de carreira específico, já que outros servidores, como os fiscais do Trabalho, possuem planos próprios com salários diferenciados.
“O Ministério do Trabalho elaborou, junto com a Condsef (confederação dos trabalhadores da categoria), um plano de carreira para os servidores administrativos, mas o governo vem dificultando as negociações. Por isso, os trabalhadores decidiram pela greve”, pontua Vera Lúcia.
Em uma carta aberta divulgada à imprensa, o Sindsef-SP diz que “a situação do serviço público em geral e dos servidores do MET (Ministério do Trabalho e Emprego) em especial é de completo descaso, penúria e precariedade, com salários irrisórios e condições degradantes de trabalho (...) Ao decidir pela paralisação por tempo indeterminado, esperamos que o governo abra um canal de negociação efetivo para tratar nossas reivindicações e que demonstre sua disposição de resolver este conflito o mais rapidamente possível”.