Marília - A Secretaria de Estado da Educação vai abrir sindicância para apurar suspeita de fraude envolvendo a aplicação da prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), nos dias 17, 18 e 19 de novembro, em 15 escolas. Na Escola Estadual Graciema Baganha Ribeiro, localizada em Gália (70 quilômetros de Bauru), a suspeita é a de que a diretora teria dispensado alunos com mau desempenho para que não fizessem a prova. A Secretaria da Educação nega a acusação.
O exame, que busca identificar o nível de aprendizagem dos alunos de cada escola nas séries e habilidades avaliadas, também serve de base para o pagamento de bônus a professores e dirigentes das escolas que obtêm bons resultados na avaliação.
As denúncias apuradas pelo governo do Estado vão desde a entrega de pacotes com provas em menor número do que o necessário, que poderia indicar vazamento dos cadernos antes das provas, até a ajuda de professores a alunos na resolução das questões. Pela regra, a prova deve ser aplicada por docentes de outras unidades.
A Secretaria de Estado da Educação afirmou que ainda não sabe quais medidas serão adotadas se as fraudes forem comprovadas já que as denúncias estão em fase inicial de apuração. Em relação à unidade de Gália, uma das que estão sendo investigadas, ela afirma que a dirigente “colocou funcionários na escola durante os três dias de prova e a freqüência foi normal, portanto, é uma denúncia improcedente”.
Além da suspeita de fraude na aplicação das provas, o Saresp também enfrentou atraso de uma semana na prova devido a descumprimento de prazos por parte do CAEd, empresa contratada para elaborar o exame. Algumas provas foram entregues com folha de respostas incompatíveis. Além disso, no primeiro dia de avaliação, fiscais e aplicadores da região tiveram dificuldade para repassar os dados das avaliações pelo telefone 0800 disponibilizado pela Secretaria da Educação.