Internacional

No dia mundial contra Aids, África do Sul anuncia maior combate a doença

Folhapress
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Cidade do Cabo - Ontem, 1 de dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. No mundo inteiro governos, empresas e celebridades promoveramm eventos e campanhas para a prevenção da infecção causada pelo vírus HIV. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo convivem com o vírus e, somente em 2008, estima-se que mais 2,7 milhões tenham sido infectadas.

Ontem, no calçadão da St. Georges Mall, uma das principais ruas do comércio da Cidade do Cabo, a segunda cidade mais importante da África do Sul, os camelôs dividiam espaço com cartazes e adesivos com o símbolo do combate à Aids grudados no chão no Dia Mundial.

Mais tarde, o presidente do país, que já foi acusado de sabotar a difícil missão de ensinar aos sul-africanos formas de evitar o contágio pelo vírus HIV, resolveu, ao menos em discurso na rádio e na TV, atacar como nunca antes a Aids.

Jacob Zuma, o mandatário sul-africano, anunciou que seu país vai colocar o combate à doença como prioridade -chegou a comparar a missão com a luta pelo fim do apartheid. Hoje, apenas os sul-africanos com níveis muito baixos de imunidade recebem o coquetel de remédios que fazem portadores do HIV terem vida longa em países ricos, casos dos EUA, e nem tanto, como o Brasil.

A partir de abril, segundo Zuma, todas as crianças infectadas com menos de um ano de idade, adultos que também tenham tuberculose e mulheres grávidas soropositivas receberão o coquetel gratuitamente. O plano é oferecer a medicação para 80% dos infectados até 2011, quando o governo sul-africano quer diminuir pela metade o grau de transmissão.

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