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GRSA/Itabom: Equipe descarta ‘guerra’ em Assis

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

O GRSA/Itabom encerra sua participação na fase de classificação do Campeonato Paulista hoje, a partir das 20h, fora de casa, diante de Assis. Já classificado para as quartas-de-final, o Bauru não considera vitória na partida de hoje como fundamental nas pretensões da equipe no Estadual, uma vez que nem mesmo a vitória garante que a equipe termine em segundo lugar. Hoje, o time orientado pelo técnico Guerrinha é o terceiro colocado, com 39 pontos em 23 jogos. Assis tem 36, ocupa a sexta posição e tem boas chances de ser o adversário bauruense nos playoffs.

“Vamos fazer um jogo forte, mas não queremos nos desgastar. Não queremos brigar, entrar em rivalidade, essas coisas, porque para a gente não compensa. Não vamos ficar gastando cartucho à toa neste momento. Vamos entrar para ganhar e preparar o time”, comenta Guerrinha, salientando que os principais objetivos do GRSA/Itabom nesta semana são os compromissos pelo Novo Basquete Brasil (NBB), domingo, contra o Saldanha da Gama, e terça-feira, contra o Cetaf, ambos em Vitória-ES. “As vitórias que são importantes para a gente nesta semana são os dois jogos do NBB. Amanhã (hoje) é importante a gente fazer um bom jogo e tentar a vitória. Isso a gente todo tempo faz, mas não sacrificar o time em função disso”, analisa.

O técnico lembra que uma vitória em Assis não é suficiente para garantir matematicamente a segunda colocação na fase de classificação, uma vez que o Bauru dependeria de uma combinação de resultados. “Para a gente ficar em segundo ou quarto, precisa acontecer muita coisa. Não é garantia, se a gente ganhar lá, que seremos segundo (colocado). Para que nós vamos nos matar em todos os sentidos, desgastar para, às vezes, não valer a pena?”, questiona Guerrinha. “Vai que tem uma briga, por exemplo? Não queremos isso, queremos jogar basquete e preparar o time para esse dois jogos lá em Vitória, que precisamos ganhar e vão ser muito difíceis. Franca perdeu para o Cetaf, tem o clima quente... Mas vamos para buscar vitórias. E, depois, sim, vale vida, aí é playoff”, reitera.

Os assisenses estão “engasgados” com Bauru após a derrota sofrida para o GRSA/Itabom, em Bauru, por 88 a 64, em partida válida pelo Novo Basquete Brasil (NBB). E não escondem isso, como o técnico do Assis, Marco Antonio Aga. “Precisamos ganhar de Bauru. Eles passaram por cima da gente quando jogamos lá (em Bauru)”, declarou o treinador em recente entrevista a uma emissora de televisão.

Ontem à tarde, Guerrinha comandou um treino em forte ritmo no ginásio da Luso, onde aprimorou o GRSA/Itabom taticamente para encarar os adversários de hoje, pelo Estadual, e de domingo e terça, pelo Nacional. “A gente simulou as situações, pondo todo mundo em todas as funções e preparando a equipe para jogar contra zona, porque eles (Assis, Saldanha da Gama e Cetaf) gostam muito de marcar zona”, observa o técnico.

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Soró se apresenta e fala em título

O ala Soró foi integrado ao elenco do GRSA/Itabom, ontem. Contratado para reforçar a equipe no Novo Basquete Brasil (NBB), o jogador chegou a Bauru e fez seu primeiro treino com o time. Com duas passagens pelo basquete bauruense, Soró retorna com grande expectativa de resultados e acredita em uma rápida adaptação ao time. “Espero colaborar bastante, já conheço um pouco a filosofia de jogo, já trabalhei com o Guerrinha e já joguei com alguns jogadores daqui. Isso facilita um pouco o entrosamento. Agora é encaixar e vou procurar ajudar da melhor forma para conseguir subir na tabela do NBB, melhorar, e quem sabe até conquistar o título”, projeta.

Soró ressalta a qualidade do elenco do GRSA/Itabom. “É uma grande equipe, que está em terceiro lugar no Paulista. Tem grandes chances de disputar o título. No NBB tem grandes equipes e temos, primeiro, que brigar para entrar nos playoffs e, depois, pensar mais alto”, comenta. O ala conta que a experiência de voltar a trabalhar com o técnico Guerrinha pesou em sua decisão de vir para Bauru. “O Guerrinha é um cara muito esforçado e que tem muito que ensinar para a gente. Como a gente tem muito o que aprender, vim para cá para aprender um pouco mais”, destaca.

O jogador também fala sobre suas duas passagens anteriores pelo basquete de Bauru. “Participei de um momento muito bom, que foi o ano de 2002, em que fomos campeões brasileiros. Inclusive, o Guerrinha era o técnico e tinha o Leandrinho. Depois, voltei com o time comandado pelo Raul, o próprio Hudson (Previdello), que trabalha aqui hoje (assistente técnico), foi meu técnico. Foi o time da Plasútil/Sukest. A gente tentou levantar de novo o basquete aqui, mas chegou uma hora em que acabou”, lembra. “O basquete voltou, agora, de novo aqui e está de parabéns. Fiquei muito contente com a torcida e com todos da cidade e achei que valeria a pena vir para cá e fazer um bom trabalho”, conclui.

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