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Arruda já é alvo de seis pedidos de impeachment

Folhapress
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Brasília - Com apenas seis deputados em plenário, o mínimo necessário, a Câmara Legislativa do Distrito Federal deu início ao processo de impeachment do governador José Roberto Arruda. Os seis pedidos protocolados até agora foram lidos no início da noite de ontem, sob intensa pressão de cerca de 200 manifestantes, que invadiram a casa e ocuparam o plenário por quase quatro horas. A partir da leitura, o presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), determinou uma análise jurídica da legalidade dos pedidos, em 24 horas. Depois, eles seguem para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Também foram lidos ontem requerimentos para abertura de processo de cassação por quebra de decoro dos oito distritais que aparecem em gravações recebendo dinheiro e estão em exercício do mandato. Outros dois eram suplentes. Um corregedor deve ser escolhido hoje.

A leitura dos requerimentos só foi possível depois de uma intensa negociação com cerca de duas centenas de manifestantes que ocuparam a Casa desde as 15h.

Cerca de 200 manifestantes invadiram ontem por duas vezes o plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal para pedir a saída do governador José Roberto Arruda e do vice Paulo Octávio por conta do mensalão do DEM. Houve quebra-quebra e confusão, o que atrasou a leitura dos seis pedidos de impeachment contra os dois. O grupo - formado por sindicalistas, estudantes e integrantes de movimentos sociais - chegou a sair do local para início da sessão, mas acabou voltando após a leitura dos processos.

A confusão começou perto das 15h, quando um pequeno grupo passou à força pela portaria principal com um caixão representando a “morte política” de Arruda. Uma porta de vidro e um detector de metais foram destruídos. Um segurança ficou ferido.

Um estudante de jornalismo da Universidade Católica de Brasília foi detido para prestar esclarecimentos, mas depois acabou liberado.

Os manifestantes ocuparam, em seguida, o plenário da Câmara, o que retardou o inicio da sessão de leitura dos seis pedidos de impeachment. Eles só deixaram a sala três horas depois da invasão. Vidros do local foram rabiscados com palavras de ordem.

Os manifestantes se desentenderam sobre a ocupação do plenário. A Polícia Militar foi chamada, mas Patrício descartou promover uma desocupação à força. Deputados petistas criticaram os manifestantes. Às 18h, os manifestantes saíram do local, mas às 19h30 arrombaram as portas e voltaram a ocupá-lo. No intervalo entre as invasões, o presidente conseguiu ler os seis pedidos de impeachment e a abertura dos processos de quebra de decoro contra oito deputados - com apenas seis deputados na sessão.

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