Internacional

Afeganistão: UE adia decisão sobre tropas


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Londres - Os maiores aliados europeus dos EUA na guerra afegã manifestaram ontem apoio à nova estratégia revelada na véspera pelo presidente Barack Obama, mas evitaram se comprometer com aumento de tropas - como quer Washington - até ao menos a conferência da ONU sobre o Afeganistão, em janeiro.

Em visita à sede da Otan, em Bruxelas, o enviado especial dos EUA para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, pressionou os aliados dizendo que as conseqüências do fracasso no conflito seriam piores do que as da Guerra do Vietnã.

Os EUA querem que os países que integram a missão internacional elevem seus efetivos em 10 mil homens - hoje são cerca de 40 mil -, mas trabalham com um número entre 5.000 e 7.000. O secretário-geral da Otan, Anders Rasmussen, disse esperar que a aliança aloque 5.000 novos soldados.

Com os eventuais reforços, os EUA pretendem aproximar o aumento de tropas no Afeganistão dos 40 mil considerados necessários pelo seu comando no país para derrotar a crescente insurgência local. Segundo funcionários americanos, o governo Obama espera ao menos 2.500 soldados adicionais alemães e 1.500 franceses.

Ajuda

Entre os aliados europeus, o maior apoio veio do Reino Unido, que na última segunda confirmou o envio de 500 novos soldados até o fim do ano - elevando para 10 mil seu contingente, o maior após os EUA.

Já a Alemanha, que mantém o terceiro maior contingente - 4.400 homens -, elogiou a estratégia delineada por Obama, mas jogou para o ano que vem a discussão de eventual reforço.

No caso alemão, porém, uma eventual disposição em elevar seu contingente terá que superar, além da oposição popular, a crise gerada por um ataque com mortes civis no Afeganistão em setembro - que já custou o cargo a três membros do alto escalão na última semana.

A França, que havia rechaçado um aumento de comprometimento - hoje mantém no país 3.750 soldados -, deixou a possibilidade em aberto, jogando, assim como Berlim, a possibilidade para o encontro da ONU, que será sediado em Londres.

Já a Itália do premiê conservador Silvio Berlusconi foi mais assertiva e garantiu o aumento de tropas, mas se recusou a definir um número. Roma possui hoje 2.795 soldados no país.

Além dos grandes europeus, a Polônia anunciou disposição de elevar de 2.000 para 2.600 seus soldados, e a Espanha, segundo o “El País”, de 1.000 a 1.200. Também pretendem elevar tropas República Tcheca, Albânia, Geórgia e Macedônia.

Na contramão, Canadá e Holanda já anunciaram a retirada de seus contingentes -2.800 e 1.600 - até agosto de 2010.

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