Promover a inclusão social e a cidadania através do esporte. Este é o objetivo da Associação de Promoção à Inclusão Social (Apis), entidade sem fins lucrativos formada em Bauru em maio de 2008 e que, atualmente, atende 900 crianças de 7 a 14 anos moradoras de diversos bairros carentes da cidade.
Para incentivar a integração entre os participantes do projeto e mostrar ao público um pouco do que eles aprendem nas aulas de basquete ministradas por seis professores - coordenados pelo mestre Caetano dos Santos Neto -, será realizado amanhã, às 9h30, na sede social da Associação Luso Brasileira, o festival “Esporte em Ação”.
Cerca de 500 alunos do projeto de basquete mantido pela Apis farão pequenas apresentações durante jogos dos quais participarão grupos formados por meninos e meninas, divididos por faixa etária.
Do total de 19 núcleos coordenados pelos docentes do projeto, 18 estarão presentes no festival, que tem duração prevista de aproximadamente duas horas.
O prefeito Rodrigo Agostinho, os vereadores da cidade e o titular da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), José Carlos Batata (vereador licenciado), entre outras autoridades, foram convidados para prestigiar o festival e conhecer um pouco mais sobre o trabalho social desenvolvido pela Apis.
O projeto
A Associação de Promoção à Inclusão Social (Apis) foi criada com o objetivo de levar noções de educação, cidadania e consciência social a crianças e adolescentes carentes de Bauru. Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos criada em maio de 2008 e que mantém 19 núcleos coordenados por uma equipe de seis professores.
Juntos, eles desenvolvem um dedicado trabalho de inclusão social junto a cerca de 900 alunos de 7 a 14 anos de escolas públicas da cidade (entre escolas municipais de educação fundamental e instituições estaduais) através de aulas de basquete.
O grupo de docentes da Apis é capitaneado pelo professor Caetano dos Santos Neto, que em 2009 completa 50 anos de dedicação ao basquete. Ele começou a praticar esporte aos 14 anos. Em 1966 dirigiu pela primeira vez uma equipe de basquete e, desde então, passou a colecionar uma série de conquistas. Entre elas o título de vice-campeão com a Seleção Brasileira de Basquete, campeão dos Jogos Abertos, tricampeão estadual como técnico de equipe mirim, campeão juvenil no Interior do Estado de São Paulo, campeão paulista da categoria adulto, e várias outras.
Há 13 anos ele dirige a equipe mini de basquete da Associação Luso Brasileira de Bauru, e é para lá que são direcionados os alunos que se destacam durante as aulas ministradas pela equipe de professores da Apis para integrar as categorias de base (a partir dos 12 anos). Porém, Caetano faz questão de frisar que a “caça aos talentos” não é o objetivo principal do trabalho da associação.
“Nosso maior objetivo é melhorar a vida dessas crianças levando a elas noções de cidadania e educação. Só vai bem jogando quem está estudando. E para que nossos alunos cresçam sabendo da importância da educação na vida deles, só pode participar das aulas de basquete quem está se saindo bem na escola, frequentando as aulas direitinho e tirando boas notas. Nós temos um cadastro de todos os alunos para controlar a frequência deles na escola”, afirma Caetano, que coordena um nos núcleos de alunos atendidos pela Apis.
Disciplina
Cada núcleo coordenado pelos professores que integram o time da Apis tem duas aulas de basquete por semana. Segundo os docentes, desde que o projeto começou a ser implantado as crianças passaram a ser mais disciplinadas e a frequentar as aulas corretamente na escola.
“O resultado do trabalho desenvolvido com as crianças nesse projeto da Apis é maravilhoso. Eu já trabalhava como voluntária dando aulas de basquete na escola Ivan Engler e no ginásio da FIB (Faculdades Integradas de Bauru) e tinha a intenção de desenvolver um projeto com crianças. Aí surgiu a Apis e o convite do professor Caetano para trabalhar com ele. Não pensei duas vezes”, conta Maria José Bertolotti, uma das professoras que representam a associação no projeto do basquete.