Esportes

Jogo Solidário: Ídolos do passado agitam corintianos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A exibição da equipe master do Corinthians, ontem, na sede de campo do Bauru Tênis Clube (BTC), teve direito até a torcida organizada cantando o tempo todo na arquibancada. Entoando os cânticos já conhecidos e repetidos à exaustão nas partidas oficiais do alvinegro de Parque São Jorge, a Fiel Macabra incentivou seus ídolos do primeiro ao último minuto de jogo.

Embora desfalcada de alguns de seus principais jogadores, pelo menos no quesito fama, os mosqueteiros não tomaram conhecimento da equipe master do BTC e ganharam de 10 a 1. O resultado, no entanto, foi o que menos importou para quem compareceu para prestigiar a partida. O ingresso valia dois quilos de alimentos não-perecíveis.

Quem foi pensando que iria ver uma equipe repleta de estrelas, teve de se contentar com apenas dois de primeira grandeza: Zenon (meio-campista bicampeão paulista em 1982 e 83 e vice-campeão em 84) e Dinei (atacante três vezes campeão brasileiro em 1990, 98 e 99).

Foram sentidas as ausências de Ataliba, Biro Biro e Neto, outros três grandes ídolos da torcida corintiana que não puderam comparecer. O jovem empresário Eider Henrique Fatia, 23 anos, era um dos torcedores entusiasmados pouco antes da partida começar. Sorridente, pediu para tirar fotos ao lado dos jogadores, entre eles Zenon, que ele não viu jogar, mas “ouviu histórias” sobre o craque e o quanto o meia foi importante para as conquistas alvinegras na década de 1980.

Quem também desfilava feliz da vida pelas bordas do gramado era o professor Rubens César Colacino, 57 anos. Ele carregava uma camiseta, bastante surrada pelo uso, com a assinatura de pelo menos dez jogadores do time master do Corinthians. Para quem perguntasse, ele dizia que o empenho em conseguir os autógrafos era para presentear o filho dele, Helil Rubens, 29 anos. “Agora, essa camisa nunca mais será lavada”, disse ele ao JC, com um largo sorriso no rosto, feliz como uma criança quando ganha um brinquedo muito desejado.

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