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Telefonia concentra 53,8% das reclamações sobre call centers

Folhapress
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Brasília - Com um ano da chamada Lei do SAC -que endureceu as regras para atendimento dos call centers de Serviços de Atendimento ao Consumidor- os consumidores continuam com queixas em relação ao serviço prestado pelas empresas, em especial sobre empresas de telefonia.

O balanço do primeiro aniversário da lei, apresentado pelo Ministério da Justiça, mostra que houve 13 mil reclamações recebidas. Destes, 53,81% foram causadas pelas empresas de telefonia -29,6% são referentes à telefonia celular e 24,21% à telefonia fixa.

Os dados do balanço vêm do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), que reuniu informações dos Procons de 23 Estados mais o do Distrito Federal no período de 1º de dezembro de 2008 a 30 de novembro de 2009. Informações de São Paulo estão incluídas no balanço.

Dentro das empresas de telefonia móvel, a Claro foi a campeã de queixas, com 1,2 mil (30,6% das queixas do setor). A Oi/Brasil Telecom vem em segundo lugar no segmento de celular e ainda liderou o ranking do setor de telefonia fixa -concentrou 69% das reclamações.

Depois dos serviços de telefonia, o setor financeiro foi o segmento que mais recebeu reclamação sobre o SAC. Empresas de cartão de crédito tiveram 20% das queixas, e bancos comerciais acumularam 9,3% das reclamações. Itaú/Unibanco teve 29,34% das reclamações do setor de cartão de crédito, liderando a lista. No segmento de bancos comerciais, o Banco do Brasil ficou com 24,6% das queixas, um total de 298 reclamações.

Os clientes avaliam cinco elementos de um bom atendimento: acesso aos serviços, qualidade do atendimento, acompanhamento de demandas, resolução dos problemas e cancelamento de serviço. Reclamações sobre acesso ao serviço -como problemas no menu, indisponibilidade ou inacessibilidade a deficientes-- somaram 33,5% das queixas. Em segundo lugar, os clientes reclamaram da dificuldade em cancelamento de serviço, com 32,3% das queixas.

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