Washington - O presidente Barack Obama prometeu ontem fazer tudo que puder para reativar o crescimento do emprego nos EUA, num momento em que ele busca defender seu desempenho na área econômica em meio a ataques de republicanos.
Com o desemprego em 10% e a ansiedade econômica crescendo, as taxas de aprovação ao trabalho de Obama caíram para menos de 50%.Alguns norte-americanos questionam a decisão dele de impulsionar uma pesada agenda doméstica, incluindo uma grande reformulação no sistema de saúde, após chegar ao poder em janeiro em meio à maior recessão desde a Grande Depressão na década de 1930.
Os republicanos atacam o programa de estímulo econômico de US$ 787 milhões de Obama, que eles afirmam não ter conseguido criar empregos, como prometeu o presidente, e ter exacerbado o grande déficit orçamentário do país.
Mas em seu discurso semanal no rádio e na Internet, Obama disse que as perdas de empregos tem diminuído bastante desde o momento mais profundo da recessão, quando a economia perdia empregos numa taxa de 700 mil por mês.
O relatório mostrou que o desemprego caiu no mês passado para 10%, contra 10,2%. O ritmo de perdas de empregos desacelerou em novembro para 11 mil, contra 111 mil em outubro. Obama reconheceu que para os milhões que perderam seu emprego “isso não é bom o bastante”.
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Cúpula do clima
Washington - Barack Obama, irá ao final da cúpula de Copenhague sobre mudanças climáticas, numa mudança de planos que a Casa Branca atribuiu à possibilidade cada vez maior de se alcançar um novo acordo mundial.
Está previsto inicialmente que Obama iria na quarta-feira à Dinamarca, logo no início da cúpula, que será realizada entre 7 e 18 de dezembro, e antes de viajar para Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz.
Algumas autoridades e ambientalistas europeus haviam manifestado surpresa com a decisão inicial de Obama, observando que a maior parte das duras negociações sobre redução das emissões de gases do efeito estufa provavelmente ocorreria no clímax da conferência, no momento em que estarão presentes dezenas de líderes do mundo todo.
Autoridades dinamarquesas dizem que mais de cem líderes mundiais confirmaram presença, que o país espera possa ajudar a estabelecer as bases para um acordo de contenção dos gases responsáveis pelo aquecimento global, sucedendo ao Protocolo de Kyoto, de 1997.
Em Londres, um porta-voz do primeiro-ministro Gordon Brown disse que a presença de Obama terá “imenso impacto” nas negociações.