Economia & Negócios

Empreendedorismo exige talento e dedicação

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Quem nunca sonhou em abandonar a função de caixa ou vendedor(a) e assumir o posto do patrão? Ou, ainda, quem nunca entrou em uma lojinha charmosa e cogitou a hipótese de começar tudo de novo, abrir a própria empresa? Se aventurar pelo mundo dos negócios, unir moda, lucros e glamour pode parecer uma oferta tentadora, mas, para isso, é preciso empreender.

A palavra está na moda, parece ser a preferida dos empresários e administradores de empresa, mas ser um empreendedor não é tão fácil nem tão simples quanto parece. Quem gosta da segurança de saber quanto vai receber no final do mês, não abre mão de férias e 13º salário, não tem perfil empreendedor.

De acordo com Mário Sérgio Capelozza, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a figura do empreendedor deve reunir habilidade, conhecimento e atitudes.

“Para ser dono de uma empresa de sucesso é preciso conciliar três verbos: fazer, saber e agir. O empreendedor deve ser organizado, ter disciplina e trabalhar sempre. A independência, a autoconfiança e a capacidade de persuasão do empreendedor devem ser projetadas de forma a visar a melhoria do negócio ”, aponta.

Maria Fernanda Hinke Schweichler, 28 anos, é o que se poderia chamar de ‘a menina que nasceu para ser empreendedora’. Sua vocação para a área de moda e vendas podia ser percebida quando ela ainda era criança. Com uma forma bem peculiar de se vestir, ela era famosa entre os conhecidos por seu talento em mediar negociações. “Para mim, arrumar dinheiro não era problema, sempre que eu precisava dava um jeito. Já vendi de cosméticos a pedras de aquário para os vizinhos”, conta, rindo. (Leia mais na página 2)

Ter talento para transformar simples idéias em negócios efetivos, ser líder e independente são características básicas, apontadas pelo Sebrae, para que um empreendedor alcance o sucesso. Mas isso não basta: desenvolver um planejamento também é essencial. Estabelecer metas, assumir riscos, aproveitar as oportunidades e tomar decisões corretas no momento exato são atitudes esperadas de um empreendedor.

“É necessário sempre estar bem informado, analisar friamente a situação e avaliar as alternativas para escolher a solução mais adequada. Arriscar significa ter coragem para enfrentar desafios, ousar a execução de um empreendimento novo”, ressalta Capellozza.

Se o negócio está começando a caminhar e tudo indica que o sucesso será alcançado, o merecido descanso deve ser a gratificação por todo o trabalho feito pelo empreendedor, certo? Errado.

De acordo com o Sebrae, buscar conhecimento e se manter atualizado é fundamental para a continuidade do negócio. Especialmente no ramo da moda, onde as tendências ditam o mercado.

“De cada dez empresas, três encerram suas atividades com um ano de vida. E mais três fecham até o final do quinto ano. Por isso é preciso vigilância constante, monitorar sistematicamente, ter persistência e inovar sempre”, indica Capellozza.

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Planejamento

Junto com amigas, Priscilla Whitaker, de 26 anos, e sua sócia Regina Nogueira, de 29, alugaram salas em um prédio antes dominado por profissionais de saúde. Elas são as donas da loja de sapatos femininos Les Copines (“as amigas”, em francês).

Priscilla está no ramo de calçados desde os 17 anos. Primeiro, como atendente de uma loja do shopping Iguatemi. Depois, foi trabalhar com Francesca Giobbi, designer respeitada. Aos 23, lançou sua marca e passou a produzir sandálias para lojas de São Paulo. Os pedidos foram aumentando, mas ela tinha uma certeza: só abriria seu espaço após um ano de labuta.

“Não inaugurei a loja no impulso”, diz Priscilla, que é formada em arquitetura e desenho de moda. “Já conhecia bem o processo. Meu pai não acreditava muito no meu negócio quando me emprestou R$ 14 mil para eu fazer minha primeira coleção. Hoje tem orgulho e só ajuda a esclarecer minhas dúvidas na parte administrativa”, conta, feliz.

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