O desaparecimento da jovem Adriana Melandra, 33 anos, continua intrigante para a Polícia Civil. Não se tem mais notícias da mulher depois das 18 horas da última quarta-feira, quando ela fez ligação telefônica pela última vez à família, para avisar que iria iniciar retorno de Marília (SP), onde esteve a trabalho.
Ontem, o delegado titular do 1º Distrito Policial de Bauru, Dinair José da Silva, disse que a perícia técnica no veículo que estava com Melandra, um Fiesta Sedan 2009, não identificou nenhum vestígio de sangue ou outro elemento que pudesse levar a alguma pista relacionada à violência quando esta ainda estava no carro.
Mas a ausência de indícios de violência no veículo, através da perícia, não significa que a jovem não tenha sofrido a ação. A Polícia Civil também busca informações ao longo do trajeto, entre Marília e Bauru, para tentar levantar elementos que ajudem em elementos de investigação.
Apesar disso, até ontem à noite, as buscas por equipes das polícias Civil e Militar não resultaram na localização de Adriana Melandra. De qualquer forma, o delegado conta que a investigação progrediu: “Não podemos mencionar o que foi levantado, mas já avançamos na direção da resolução deste caso”, disse.
A Polícia também está atuando na verificação dos contatos realizados pela representante comercial, durante sua passagem por Marília na quarta-feira, e investigando as ligações realizadas por ela ao longo daquele dia.
O elemento mais controvertido está no fato de que o telefone celular e o veículo de Adriana foram encontrados em Bauru, com Ivander Pedroso Cuba, 28 anos, morador do Núcleo Gasparini.
“Ele cumpre prisão temporária por 30 dias, até porque estava não só com o veículo como com o celular da mulher. Ele diz que comprou o veículo também na quarta-feira, por volta das 19 horas. Mas é evidente que não tem motivos para ter permanecido com o celular dela”, contou.
Segundo a polícia, os familiares não demoraram para dar conhecimento do desaparecimento da moça.