Regional

Concessionária é acusada de explorar trabalhador na construção de pedágio

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 1 min

A concessionária Rodovias do Tietê assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para regularizar a contratação de 12 pedreiros e ajudantes submetidos a suposto trabalho degradante, análogo a escravo. A empresa é detentora do trecho leste da rodovia Marechal Rondon que vai de Bauru à região de Campinas.

Blitz da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região flagrou em Monte Mor (SP), em meados de outubro, durante construção de praça de pedágio, os trabalhadores em alojamento improvisado. No local, os operários cozinhavam uma porção de feijão doada por um vizinho. Eles estavam há dois dias sem se alimentar.

A Rodovias do Tietê teria “quarteirizado” as contratações. O procurador do trabalho Mário Antônio Gomes constatou as irregularidades, como péssimas condições de moradia, a existência de apenas um banheiro sujo no local e falta até de água potável. Apenas sete, dos 12 trabalhadores, dormiam em colchões próprios.

A jornada de trabalho extrapolava o limite diário e semanal permitido pela legislação trabalhista, além da falta de descanso semanal. Os operários eram nordestinos recrutados na Capital com promessas de salários de R$ 900,00, além de alimentação, moradia e direitos trabalhistas. Eles trabalhavam desde agosto sem recebimento regular dos salários.

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