São Paulo - De acordo com vizinhos, a casa em que foi cavado um túnel de 100 metros em direção a uma empresa de valores na Vila Jaguara, zona oeste de São Paulo - que foi furtada em R$ 20 milhões - foi vendida há cerca de oito meses e era ocupada há seis por um casal. Segundo a polícia, os criminosos usaram o imóvel por quatro meses.
Ontem, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que o crime foi descoberto anteontem à noite, mas a polícia suspeita que o furto tenha acontecido durante os jogos da última rodada do Campeonato Brasileiro, durante a tarde. Um segurança afirmou ter ouvido barulhos, mas que os confundiu com fogos de artifício.
Entre os moradores que ocupavam a casa, havia um homem que dizia ser pedreiro. Como o imóvel estava em reforma, os vizinhos disseram não ter estranhado os ruídos originados no local. “Não ouvia nenhum grande barulho, apenas de música alta e martelada na parede”, afirmou Marta Bonifácio Junqueira, 67 anos, que mora há oito anos na casa ao lado da dos suspeitos.
Segundo Marta, o casal deixava a casa todos os finais de semana e não era visto por ela desde a última quinta-feira. Ainda de acordo com vizinhos, um outro casal freqüentava a casa e chegava sempre em um carro Doblò prata, que ficava estacionado na garagem.
Segundo informações do “Bom Dia SP”, da Rede Globo, no imóvel foram encontrados um mapa do túnel, algumas notas de dinheiro e sacos com terra. As paredes da empresa Transnacional Transporte de Valores também haviam sido pintadas recentemente, possivelmente para esconder marcas e digitais dos criminosos.