Regional

Bariri proíbe jogar óleo no esgoto

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Bariri – A Câmara de Bariri (56 quilômetros de Bauru) aprovou por unanimidade anteontem à noite o projeto de lei de autoria do vereador Edcarlos Santos (PV) que proíbe o descarte de óleo ou gordura vegetal nos encanamentos que ligam à rede coletora de esgoto ou de águas fluviais. A prefeitura se compromete a criar um sistema para fazer a coleta do óleo de todas as residências.

O óleo residencial usado deverá ser descartado em recipiente descartável, que deve estar devidamente fechado. O morador deverá colocá-lo na lixeira ao lado do lixo comum para a coleta que será feita por uma empresa contratada pela municipalidade.

O comércio, a indústria e os prestadores de serviço deverão se responsabilizar pelo óleo usado ou resíduos gerados em seus estabelecimentos.

A lei começa a vigorar a partir de 5 de janeiro, porque a administração vai contratar um serviço para recolher o óleo de cozinha.

Pelos cálculos estatísticos de uma pesquisa de pós-graduação de Walter Teixeira da Unesp de Botucatu, anexada na justificativa do projeto, se for coletado esses resíduos a prefeitura de Bariri poderá economizar 45% no tratamento do esgoto.

Segundo dados da Sabesp, 60% dos entupimentos das redes de esgoto estão relacionados ao acúmulo do óleo e gordura vegetal. Segundo Edcarlos, o problema do descarte errado do óleo comestível e da gordura vegetal gera prejuízo por entupir os canos, porque o resíduo cai na rede de esgoto e boa parte gruda nas paredes das tubulações e absorvem outras substâncias, o que reduz o diâmetro dos encanamentos e aumenta a pressão e conseqüentes vazamentos, levando ao entupimento do sistema.

Também o óleo não pode ser jogado em terrenos baldios e nem enterrado no aterro sanitário, porque pode contaminar lençóis freáticos. “Um litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água”, afirma Edcarlos.

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