São Paulo - A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgou comunicado ontem para tranqüilizar a população ao afirmar que irá destruir e descartar todo produto que, eventualmente, teve contato com a água da inundação que afetou alguns setores do entreposto na Capital paulista. A empresa não soube informar o prejuízo que a chuva causou, nem quando será retomada a venda no local. O rio Pinheiros transbordou e invadiu uma grande área da companhia.
A Ceagesp informou que todas as áreas afetadas passarão por um processo de higienização. A maior perda de produtos, afirmou o comunicado, é o setor de melancias. Os produtos descartados serão enviados para aterros sanitários regulamentados ou enviados para usinas de compostagem - para ser transformado em adubo orgânico.
Ruas e avenidas vazias
Paradoxalmente, as fortes chuvas que atingiram São Paulo ontem deixaram o trânsito de algumas regiões da cidade “tão tranqüilo como em uma manhã de domingo”. “O ‘miolo’ (região central) está vazio. Há muito tempo não vejo as ruas sem carros assim”, disse o taxista Elton Galdino, 42 anos, que trabalha em um ponto da rua Padre João Manuel, na região da Paulista. Segundo a assessoria da CET, boa parte dos carros que circulariam normalmente pelo centro e arredores ficaram represados em trechos alagados nos principais corredores de tráfego da cidade - as marginais.
Por volta das 16h, o gráfico de trânsito da CET acusava uma queda considerável de congestionamento em relação ao período da manhã. Para o empresário Itaguacy Ibrahim, 46, que foi do Brooklin (região sul), à avenida Paulista, por volta das 16h35, a cidade pareceu “surpreendentemente vazia”. “Cheguei em 30 minutos. Normalmente, gastaria, no mínimo, o dobro.”