Montevidéu - A eleição presidencial do último dia 29 em Honduras foi tema de atrito entre representantes de governos latino-americanos, reunidos ontem em Montevidéu, na Cúpula de Presidentes do Mercosul.
Os presidentes do Brasil, da Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela e Equador, divulgaram comunicado em que “manifestam total e pleno desconhecimento das eleições, realizadas num ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade, constituindo duro golpe aos valores democráticos para a América Latina e Caribe”.
Representantes dos governos do México, Chile, Peru e Colômbia deixaram transparecer aquiescência com a eleição “Acreditamos que as recentes eleições são condição necessária, mas não suficiente para a representação democrática em Honduras. O México mantém a posição de incentivar o diálogo...”, afirmou a chanceler mexicana, Patricia Espinosa.
Dizendo-se “muito preocupado com a intervenção da chanceler mexicana”, Chávez pediu “cuidado com os que começam a buscar saídas honrosas” para o golpe.
Cristina Kirchner respaldou o presidente venezuelano dizendo que “defender a democracia não é algo que se possa fazer pela metade”.
Governo de unidade
O governo de facto de Honduras convidou ontem, sem sucesso, o presidente deposto Manuel Zelaya para participar de um gabinete de unidade nacional na tentativa de retomar o acordo firmado em outubro sob a mediação dos EUA e da Organização dos Estados Americanos (OEA), mas que Zelaya considerou como morto.