Cultura

Blues elétrico


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Blues, elétrico e ao vivo. É nesse clima que a banda Irmandade do Blues apresenta seu novo trabalho hoje, às 21h, no Sesc de Bauru, no Quartas Musicais, com entrada gratuita. Batizado de “Irmandade do Blues ao vivo”, o CD e DVD gravados no Sesc Santo André em 2008 tem a participação especial de Andreas Kisser e André Matos.

O projeto de um álbum ao vivo surgiu da gravadora carioca RVR. Já a escolha da cidade onde gravariam o show não poderia ser diferente, conta Silvio Alemão. “A banda começou a carreira em Santo André, gravamos nosso primeiro CD em Santo André, e o Sesc apoiou a idéia logo de início”, diz Vasco. Neste trabalho, a preocupação dos músicos foi trazer para o show a clareza com a qual os arranjos soam no estúdio, unindo a energia das improvisações no palco. “Aí está à química do show, arranjos cuidadosos com momentos de inspiração e improvisação”, conta o guitarrista Edu Gomes.

O grupo promoveu encontro entre músicos de estilos diferentes, como André Matos, vocalista que já encabeçou bandas como Angra e Shaaman, e Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. Ambos foram convidados pelos bluseiros para a gravação ao vivo. Entre as canções, versões para Mercedes Benz, de Janis Joplin e Boom Boom, originalmente gravada por John Lee Hooker, entre outras. Formada por Vasco Faé (gaita, voz e guitarra), Edu Gomes (guitarra), Silvio Alemão (baixo) e Fernando Lóia (bateria), a banda é considerada uma das mais importantes do segmento blues no Brasil, possui a mais antiga formação em atividade em São Paulo e realizou mais de 600 shows por todo o País.

Nos anos em que ficaram longe dos estúdios, após o lançamento do primeiro CD (Veneno, 1996), os músicos da banda tocaram projetos paralelos: Vasco Faé passou pelo Blues Etílicos, Edu Gomes tocou na banda de André Christovam, Sílvio Alemão produziu festivais pelo País e Fernando Loia montou uma bem-sucedida banda de rock.

Porém, eles nunca deixaram de se encontrar, como explica Edu Gomes: “Continuamos fazendo alguns shows durante o ano e parcerias em trabalhos solo. O Vasco fez uma participação no meu trabalho solo e eu também toquei no dele. Aí, bateu a saudade, e resolvemos juntar todas essas experiências para montar um disco novo, com um pouco de cada um. Podemos dizer que Good Feelings é um retrato vivo de todos estes anos de estrada. É como um bom vinho, envelhecido por dez anos”, finaliza Vasco

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