Economia & Negócios

Bolsa é opção para aposentadoria

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Quando um trabalhador da iniciativa privada se aposenta no Brasil, via de regra, vê sua renda mensal cair consideravelmente. Atualmente, o valor máximo de benefício pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é de R$ 3.218,90. Uma pessoa que, na ativa, recebesse R$ 5.000,00 veria seu salário cair em 35% - ou R$ 1.781,10, o que representa, nos dias de hoje, 3,83 salários-mínimos.

Para complementar os ganhos, a primeira coisa que vem à cabeça dos trabalhadores são as boas e velhas previdências privadas. Há quem opte ainda pela poupança ou mesmo pelos fundos de renda fixa.

O que muita gente não sabe, porém, é que a Bolsa de Valores pode representar uma boa (e relativamente segura) fonte de renda a longo prazo. Em suas formas mais “conservadoras”, os investimentos em ações costumam remunerar na ordem de 2% sobre o capital investido.

Para termos de comparação, a rentabilidade mensal dos fundos de renda fixa hoje não passa de 0,8%. No caso da poupança, a remuneração não vai além de 0,6%. Na opinião do economista Gabriel Duarte, o mercado de ações pode ser considerado, atualmente, uma das melhores opções de investimento a longo prazo.

“Há várias estratégias disponíveis que podem garantir ao investidor uma boa renda, sem grandes riscos”, afirma. Prova disso é que, só este ano, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve valorização de 84%.

Atualmente, as grandes apostas dos investidores têm sido nas ações de empresas brasileiras cuja produção é voltada para o mercado interno. “O consumo está em alta no País, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, que ainda tentam recuperar suas poupança interna afetada pela crise financeira internacional”, explica.

Amanhã e sábado, Duarte ministrará um curso em Bauru sobre o mercado de ações. “Trata-se de um projeto de educação financeira, voltado tanto para os leigos como os autodidatas que já investem na Bolsa”, explica o empresário Pedro Gadelha, um dos organizadores do evento. Amanhã, o curso será das 19h às 22h30. No sábado, as aulas começarão às 8h30 e irão até às 16h. O evento, que está em sua 12.ª edição, será realizado no escritório virtual EV2, na quadra 12 da rua Machado de Assis.

Consciência

O consultor jurídico Breno Augusto Muniz Pinheiro, 30 anos, investe na bolsa há seis meses. Atualmente, em torno de 5% do capital de que ele dispõe está comprometido com ações. “No começo, pensei em usar o restante do dinheiro em imóveis, mas fui percebendo que a Bolsa de Valores compensa mais”, afirma.

Na opinião dele, antes de investir em ações, a pessoa precisa ter consciência de que as perdas são inevitáveis. “Mas é preciso ter em mente, acima de tudo, que os ganhos sempre compensarão os prejuízos, desde que, é claro, você estude, faça cursos e se prepare para compreender o funcionamento do mercado”, pensa Breno.

Graças aos cursos que fez, o analista de sistemas Carlos Bologna, 31 anos, já se mostra mais desenvolto no mercado de ações. Ele investe na Bolsa desde 2006. “Inicialmente, optei por formas mais moderadas de investimento. Depois, graças ao conhecimento que fui adquirindo, passei a me arriscar mais”, explica.

Embora reconheça os perigos inerentes a esse tipo de investimento, Carlos acredita ser possível limitar esses riscos. “Se você entende bem do funcionamento do mercado, será capaz de determinar até que ponto você pode perder e quando será o momento certo de parar”, diz.

• Serviço

O curso Aprenda a Investir na Bolsa será amanhã (das 19h às 22h30) e sábado (das 8h30 às 16h), num total de 12 horas-aula. O valor da inscrição - R$ 260,00 - que pode ser dividido em duas vezes. No cartão, o preço da taxa passará para R$ 290,00, mas poderá ser parcelado em até 12 vezes. As aulas serão no escritório virtual EV2, na rua Machado de Assis, 12-58. Mais informações pelos telefones (14) 3018-7530 ou (14) 7834-9100.

Comentários

Comentários