Em São Paulo, nos anos 50, quando assalto seguido de morte ainda era notícia de destaque, uma equipe de reportagem de um grande jornal local recebeu a incumbência de cobrir um latrocínio em plena Praça da Sé. Chegando atrasada no local, a equipe viu que nada havia a fazer, pois a polícia já havia retirado o corpo. Como o atraso era culpa dela mesma e temendo uma reprimenda do chefe, resolveram usar a criatividade para resolver o problema; pediram ao motorista do jornal que tirasse a camisa e se deitasse de bruço no chão, na mesma posição em que encontraram a vítima, fotografaram-no e completaram a reportagem com informações colhidas entre os frequentadores da praça.
Um detalhe, contudo, expôs a farsa e manchou a credibilidade do jornal, pois enquanto este mostrava a vítima como um homem branco, todos os outros periódicos estampavam a foto de um negro.
Contado por Israel Martins