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COP-15: UE quer dinheiro do Brasil

Folhapress
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Copenhague - A União Européia espera que as grandes economias emergentes - Brasil entre elas - contribuam com o futuro fundo financeiro para combater a mudança do clima, ainda que menos do que os países ricos.

“(O Brasil) teria de contribuir um pouco”, afirmou o principal negociador da UE, Artur Runge-Metzger, acrescentando que “quanto mais rico o país, mais dinheiro ele deve pingar no fundo”. O Brasil é a oitava economia do mundo, com um PIB de US$ 1,4 trilhão.

“Não estou dizendo que seja o mesmo tanto que a UE, e nem teria como esperar isso. Mas uma pequena contribuição (brasileira) deveria estar lá.”

Minutos antes de responder à pergunta, Metzger havia defendido em entrevista coletiva que os grandes países emergentes deveriam tomar parte em um fundo global para o qual os países contribuiriam de acordo com seu PIB.

Dinheiro, segundo diversas fontes ouvidas pela reportagem, tem sido o principal entrave ao avanço da negociação.

UE oferece 10,5 bilhões

Ontem, a UE anunciou sua oferta durante uma cúpula em Bruxelas. Mas só para o curto prazo, propondo US$ 10,5 bilhões para serem usados ao longo dos próximos três anos.

O dinheiro equivale a 35% do chamado “fast money” - na conta da ONU, são necessários US$ 30 bilhões até 2012 para ajudar os países pobres a lidarem com o aquecimento global.

O problema real, entretanto, está no dinheiro de médio prazo, para ser usado de 2013 a 2020 tanto na adaptação dos países mais pobres quanto em mudanças nos países emergentes para reduzirem suas emissões de gases-estufa.

A ONU estima que seriam necessários US$ 150 bilhões ao ano. A UE estima que entre 25% e 50% disso deva vir dos países desenvolvidos. Mas, com a pressão dos países centro-europeus, sobretudo da Polônia, nenhum consenso saiu.

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