Paulistana de coração, cantora convicta e, mais do que nunca, compositora também. Atriz? Não, apesar de ter estudado teatro por muitos anos e sonhar em fazer um filme. Foi assim que Luiza Possi se definiu durante bate-papo descontraído com a imprensa.
No início da tarde de ontem, a cantora recebeu a reportagem antes de apresentar “Bons Ventos Sempre Chegam”, show que abriu a temporada de apresentações que serão realizadas no restaurante Beef Street, pelo Alameda Quality Center. Cheia de simpatia, Luiza falou sobre o novo disco, o prazer de compor e sua relação com São Paulo, cidade onde cresceu.
Apesar de compor desde os 14 anos - quando escreveu um baião ainda não batizado - foi com “Bons Ventos Sempre Chegam” que Luiza descobriu a alegria do ofício. O álbum, quinto de sua carreira, traz seis composições suas entre as 13 que o compõe. “É tão gostoso quando você consegue expressar o que pensa, sente, mostrar um sentimento através da música. É muito ruim essa coisa do intérprete ficar correndo atrás de música desesperadamente”, comenta.
Essa é, aliás, a principal diferença que a cantora vê entre a sua geração e a de Zizi Possi, sua mãe. “Minha mãe, por exemplo, gravou muito Chico Buarque, que é atemporal. Ela viveu em um momento de compositores que não são desse ou daquele tempo, são para sempre. Por isso que eu tento muito um caminho autoral, porque não dá para depender de canções como eram as deles, não vai ter”, completa.
Além de seguir firme no trabalho autoral, Luiza revela o desejo de estrelar nas telonas. “Não posso morrer sem fazer um filme”, diverte-se. “Por enquanto, me realizo fazendo meus clips”, confessa, apesar de odiar o “título” de atriz que circula em suas biografias (não oficiais) pela Internet. “Se não fosse cantora, seria infeliz”, conclui.
Já quanto a São Paulo, a cantora diz nutrir um carinho que só descobriu ao retornar ao Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e mora há quatro anos. “Me sinto bem, bem, bem mais paulista do que carioca. Acho que tenho uma mentalidade paulista e gosto da receptividade do Interior. Quando morava em São Paulo passei o tempo inteiro querendo voltar para o Rio. Quando voltei, entendi um valor na cidade que antes era desconhecido para mim”, finaliza.
Depois de Luiza Possi, o Alameda promove shows com Flávio Venturini (dia 19), Adriana Calcanhoto (dia 22) e Fernanda Takai, em janeiro.
A passagem do a-ha por Bauru já tem data confirmada. O show do trio norueguês na cidade será no dia 9 de março, abrindo as apresentações do grupo no Brasil em sua turnê de despedida. A informação foi confirmada ontem pela gerente do Alameda Quality Center, Marcela Constantino.
A data para início das vendas dos convites e o local do show ainda não foram divulgados. O show do a-ha em Bauru será o único realizado fora das capitais. Durante vinda ao Brasil, grupo passará também por São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.