O responsável pelo setor de radioterapia do Hospital Amaral Carvalho (HAC), Batista de Oliveira Júnior, admite que há um desconforto no atendimento às pessoas que dependem do serviço. “Não concordamos, porém, em melhorar o conforto em detrimento da espera dos usuários. Se os pacientes tivessem de aguardar meses para iniciar o tratamento, seriam prejudicados e veriam diminuir suas chances de cura”, acredita.
Segundo ele, a demora nos agendamentos para o serviço de radioterapia é uma realidade nacional. Atualmente, o HAC atende a cerca de 250 pacientes ao mês, sendo que 40 são de Bauru.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que não há alternativas para os pacientes de Bauru, senão submeter-se a tratamento no HAC, em Jaú, enquanto o serviço não está disponível no Hospital Manoel de Abreu.
De acordo com o órgão, a opção mais “próxima”, além de Jaú (Botucatu, no caso), fica a quase 100 quilômetros de distância de Bauru, o que tornaria mais penosa a rotina das pessoas que dependem do serviço de radioterapia.
Hoje em dia, o HAC dispõe de três equipamentos de radioterapia. Em breve, o hospital receberá dois novos aparelhos, adquiridos com verbas do Ministério da Saúde.