Agora é decisão. GRSA/Itabom e Assis abrem o playoff das quartas-de-final do Campeonato Paulista, a partir das 18h, no ginásio Jairão, em Assis. O confronto em série melhor-de-cinco jogos opõe o terceiro (Bauru) e sexto colocados na fase de classificação e tem o tempero da rivalidade regional. Neste Estadual, cada equipe venceu um jogo, realizado em seus domínios. O GRSA/Itabom ganhou na Luso por 89 a 85 e Assis devolveu a derrota em 71 a 54. Este segundo jogo foi disputado em clima de revanche pelos assisenses por uma derrota sofrida em Bauru no Novo Basquete Brasil: 88 a 64. Caso se mantenha o domínio dos mandantes, o time comandado pelo técnico Guerrinha estará nas semifinais, já que os bauruenses têm a vantagem de disputar três das cinco partidas em seus domínios. O segundo e terceiro jogos serão realizados na Luso, na segunda e sexta-feira, respectivamente.
O GRSA/Itabom vem de uma seqüência de seis derrotas, mas isso não abala a confiança de jogadores e de Guerrinha. O treinador lembra que os resultados anteriores, positivos ou negativos, em playoffs, têm que ser esquecidos e o foco precisa estar sempre no momento. “Se ganharmos um jogo de 24 pontos, igual ganhamos deles aqui, o que isso lhe garante? Nada. É outro dia, é outro jogo. Em playoff, a gente tem a seguinte mensagem: ‘todo dia você tem que matar um leão’. E não adianta mostrar só o rabo dele, não, porque vão falar que é o rabo do outro, tem que mostrá-lo inteiro. Para nós, não tem novidade. Sabemos que vai ser duro, vai ser duro também para Assis”, analisa.
Guerrinha aponta o favoritismo e a pressão neste primeiro duelo para o lado adversário. “Eles têm que ganhar de qualquer jeito. Todo mundo tem que fazer a lição de casa e Assis tem que ganhar um jogo fora. Nós temos que fazer a lição de casa e estaremos na outra fase. Se a gente puder ganhar um jogo fora, é excelente, porque teremos três chances em casa e um jogo fora. Assis, independentemente disso, não pode pensar em perder para a gente. O favoritismo é de Assis, que joga em casa, mas vamos tentar surpreender”, promete.
O técnico do GRSA/Itabom ressalta ainda as característivas específicas que os playoffs têm, uma espécie de campeonato dentro do campeonato. “Playoff é diferente. Você faz cinco, quatro, três jogos contra a mesma equipe. Aí você começa a perceber as características e quem tiver mais recursos individuais e trabalho faz a diferença. É igual final de Copa do Mundo, é um pênalti que você não pode errar, é uma falta bem batida que vai no ângulo e a bola não bate na trave e sai, ela bate na trave e entra. Isso passa a ser decisivo, você não errar em alguns momentos. Isso, quem faz, infelizmente para mim, é o jogador, não sou eu”, brinca.
Meticuloso, Guerrinha trabalhou intensamente com a equipe no período que antecedeu o confronto desta noite, corrigindo o posicionamento e movimentação dos jogadores e colocando em prática o que estudou sobre o adversário. “Tem que fazer o trabalho de correção e colocar alguma coisa para surpreender com algum movimento novo. Lógico que, em uma final, em um playoff, o que faz a diferença é o jogador, a inspiração, a atuação individual. Mas tudo o que pudermos proporcionar para eles se sentirem mais à vontade temos que fazer. Às vezes, um detalhe que você ajusta taticamente favorece o jogador. A partir daquele espaço, ele faz duas ou três jogadas boas, ganha moral e a energia é outra”, observa.