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Divórcios marcam Semana Nacional de Conciliação

Folhapress
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São Paulo - Fernanda Amorim Ferreira dos Santos, 26, entrou anteontem em um dos biombos instalados pela Justiça de São Paulo no Memorial da América Latina. Vinte minutos depois, deixou o local como Fernanda Amorim Ferreira.

Assim como ela, pelo menos 74 homens e mulheres paulistanos aproveitaram a Semana Nacional de Conciliação para tratar de um assunto que destoa do nome do evento: separação e divórcio. “Deveria se chamar semana da separação”, brincou Cláudio Roberto da Silva Santos, 33anos, que durante oito anos deu o sobrenome à ex-mulher Fernanda. Estavam separados havia cinco anos.

A semana de conciliação é um mutirão promovido pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em todo o país e que tem como principal objetivo desafogar o Judiciário. A Vara da Família foi uma das novidades deste ano e, em São Paulo, em 95% das audiências, tratou de fim de casamento.

“Um casal se confundiu com o nome (do mutirão) e disse que veio para a reconciliação. Eu disse tudo bem, eu fecho os olhos e vocês dois podem se beijar”, brincou o conciliador Paulo Sérgio Penteado Falco, 43 anos, enquanto divorciava Cláudio e Fernanda. “Também recebi um casal que estava separado desde 1987. Disseram que ficaram sabendo dessa oportunidade e correram para cá.”

Os casos tratados no Memorial na América Latina até ontem foram os chamados pré-processuais. Se não houvesse um acordo amigável, virariam um processo judicial e passariam a tramitar com os 70 milhões de processos dos fóruns brasileiros, entre Estadual, Trabalhista e Federal.

As exceções de casos discutidos na Vara da Família foram dois processos sobre a guarda de filhos, segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os números são referentes aos dados até anteontem. O balanço total será divulgado amanhã.

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Unibanco faz acordo para pagar R$ 2,3 mi

Rio - No Rio, o maior acordo de conciliação firmado durante o mutirão da semana passada rendeu R$ 2,3 milhões a um ex-executivo do Unibanco, cujo nome não foi divulgado.

Ele cobrava R$ 3 milhões do banco, a título de créditos trabalhistas (horas extras e férias vencidas, por exemplo), mas o processo se arrastava desde 2003. Segundo o juiz Mauricio Pizarro Drummond, da 12ª Vara do Trabalho, responsável pelo acordo, o banco ainda poderia contestar o valor determinado pela Justiça do Trabalho, mas fez o acordo e pagará um valor inferior ao pedido.

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