Tribuna do Leitor

MEU AMIGO JUAREZ FRANCISCO


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Falar que há muito tempo éramos amigos, vou ser redundante: amigo é para sempre, conforme diz a canção de Milton Nascimento: amigo é para ser guardar do lado esquerdo peito... Hoje, 10/12, logo cedo, através do JC, tomei conhecimento do seu falecimento. Conheci o Juarez através do meu irmão Paulo Neves. Pois ele, Paulo, tinha a sua turminha e eu como irmão mais novo tentava me infiltrar no grupo que era fechado e seleto: Juarez, Enéas Montanha, Paulo, Valtinho, Tenuta, Spenille, Claudinho, Varjão, Airton Zaninoto, muitos deles já falecidos, certamente encontrarão com o Juarez no descanso eterno e farão as reuniões que eram sagradas nos finais de semana.....

Os encontros eram certos e sempre na Rua Batista, em frente ao Bar Francano, que era o point da cidade... Ali nos reuníamos para comer uma pizza, admirar as meninas que subiam e desciam a Batista e o Juarez comentava sobre o seu trabalho no 4º Batalhão , pois na época era soldado, do setor burocrático, onde ficou até se formar advogado, e depois teve uma vida repleta de sucessos na carreira, encerrando como delegado em Jaú. Encontrei-me recentemente com o Juarez e esposa no Confiança-Max, onde trocávamos lembranças e ele comentava das netas que eram a alegria de sua vida, dizia ser avô é uma maravilha, pois sempre foi um pai exemplar e uma pessoa que para tudo tinha uma saída, com seu jeito bonachão, não esquentava à cabeça e procurava levar a vida da melhor forma.

Mas você partiu, não deu um alô antes, era a sua hora. ÊLE sabe quando devemos partir. E certamente sua família que o adorava sentirá a sua falta, mas os seus amigos sentirão também, pois você como se diz por aí “era um amigo do peito”...e a canção de Milton Nascimento que diz: "Amigo é coisa para ser guardar” do lado esquerdo do peito..." Juarez, descanse em paz e que os amigos nossos guardem para sempre as lembranças ótimas que fizeram parte de nossas vidas.

professor Carlos Alberto Alves Neves

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