Bairros

MPB

Wanessa Ferrari
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Doar cestas básicas para a comunidade. Foi esta a pena que os integrantes da Monte de Bossa tiveram que cumprir por terem incomodado os vizinhos com o som alto da banda. João Paulo Biano, Leandro Tripodi, André Fonseca, Adílio Nascimento e Ronaldo Diegoli ensaiam sempre aos finais de semana, dias que são sinônimos de descanso para muitas pessoas da vizinhança.

“É complicado, não temos como ensaiar sem fazer barulho. Certamente algumas pessoas ficam incomodadas com isso, e foi o que aconteceu. Reclamaram uma, duas... e, na terceira vez, fomos multados. Agora tomamos mais cuidado com o volume: tivemos que equipar o quarto do Leandro com material acústico”, explica João Paulo Biano, vocalista do grupo.

Biano conta que a dificuldade de se encontrar um local ideal para ensaio é apenas um dos muitos obstáculos que uma banda de garagem tem de superar. “É difícil conquistar um lugar no cenário musical, existem muitas bandas para poucos espaços. Além de quê o cachê é baixo, cerca de R$100,00 por músico, o que não permite que as pessoas vivam somente disso”, reclama.

Ainda assim, a paixão pela música agregada à possibilidade de superação são os fatores que mantêm a Monte de Bossa viva e atuante. A banda, que surgiu há cerca de cinco anos, é fruto da idealização de Biano e André, e aos poucos foi acolhendo novos integrantes.

“A idéia inicial era tocar algo diferente, que fosse incomum nos bares da cidade. Optamos por tocar Música Popular Brasileira (MPB), especialmente as mais esquecidas e que exigem técnica. Colocamos em nosso repertório canções de Zeca Baleiro, Nação Zumbi, Chico César, entre outros. Foi incrível quando percebemos que o público aprovou, foi gratificante”, conta Biano.

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