São Paulo - O ex-governador Orestes Quércia foi reeleito ontem presidente estadual do PMDB. Ele derrotou o deputado federal Francisco Rossi, que contava com o apoio velado do PT para comandar o partido em São Paulo.
Na prática, a vitória de Quércia aproxima ainda mais o peemedebista do PSDB e do governador José Serra. Os dois já estiveram juntos na eleição municipal do ano passado, quando ambos apoiaram o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com um acordo firmado ainda em 2008, Quércia deverá concorrer a uma das duas vagas paulistas ao Senado com o apoio de Serra e de Kassab. Em contrapartida, ele continuará atuando para dividir o PMDB, inclinado a caminhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o PT no âmbito nacional.
A convenção do PMDB paulista transformou-se em um ato de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sugeriu ao partido apresentar uma lista tríplice, a ser apreciada pelo PT, com nomes passíveis de ocupar a vaga de vice na chapa de Dilma Rousseff.
Ainda como resposta a Lula, os peemedebistas ameaçaram lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto ou mesmo apoiar o PSDB dos governadores Serra e Aécio.
“Não foi uma fala feliz (a do presidente). Nós jamais iríamos dizer ao PT o que o PT deve fazer. Aqui, há a soberania interna do PMDB. Podemos até, eventualmente, fazer uma lista com seis nomes, mas essa é uma decisão do PMDB”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), o principal cotado para o posto de vice de Dilma na corrida pela sucessão de Lula.
Durante a convenção, lideranças admitiram a possibilidade de lançar um nome para concorrer ao cargo de governador no Estado. Quércia disse que, caso o PMDB decida lançar candidato próprio à presidência da República, há possibilidade de o partido escolher um nome peemedebista para o governo paulista.
“Se o (governador do Paraná, Roberto) Requião passa na convenção e é candidato a presidente, nós vamos evidentemente ter que analisar o lançamento de um candidato a governador de São Paulo. Não vamos deixar a campanha presidencial sozinha aqui em São Paulo”, afirmou Quércia.
Segundo Temer, o próprio Lula chegou a dizer a ele que seu nome era a melhor opção. “É a primeira vez que estou me manifestando [sobre a declaração do presidente]. Não havia feito isso antes porque dizem que eu posso ser o vice, mas eu jamais disse isso’’, afirmou o peemedebista.
“Aliás, foi o presidente Lula quem um dia afirmou que eu poderia ser o vice. Eu respondi muito claramente: presidente, vamos primeiro fechar a aliança e, feito isso, nós vamos verificar qual o nome que melhor soma para a candidata. Ou seja, eu tenho tamanho, responsabilidade e competência para dizer uma coisa dessas’’, completou. Ao discursar no evento de hoje, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, Temer defendeu a pré-candidatura do governador Roberto Requião (PR) ao Planalto.
“Eu levo essa ideia da candidatura própria à convenção’’, disse, acrescentando que a sigla não descarta aliança com o PSDB. E completou: “O PMDB não será ator coadjuvante em 2010, será ator principal’’. Proposta Na quinta-feira passada, no Maranhão, Lula apresentou a proposta da lista. “Você não pode empurrar para ela [Dilma] alguém que não tenha afinidade com ela, porque aí será a discórdia total.’’ As reações dos peemedebistas foram imediatas e ganharam apoio até de petistas.
“O presidente atual [Ricardo Berzoini] e o presidente eleito [José Eduardo Dutra] do PT foram a público no mesmo dia para dizer que o PMDB decidiria de acordo com as suas razões’’, afirmou Temer hoje. Convidado de honra da eleição paulista, Requião também criticou o PT: “Talvez a gente ofereça ao PT a possibilidade de apresentar uma lista tríplice para complementar o vice do PMDB’’. O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, reeleito presidente da sigla no Estado, deixou aberta a possibilidade de o PMDB romper com o Planalto e correr rumo à oposição. “Se não der certo a opção pelo Requião, vamos com José Serra [PSDB], pelo menos em São Paulo’’, disse. Desde 2002, quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez, PT e PMDB ensaiam, sem sucesso, uma aliança que engaje todos os setores dos dois partidos em uma campanha. Neste ano, as siglas firmaram um pré-acordo com vistas a 2010, já que os peemedebistas integram a base aliada do atual governo federal. Temer, historicamente, sempre foi apontado no PMDB como um dirigente com bom relacionamento com Serra, o líder nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Hoje, ele chegou a ser irônico ao comentar as relações com Lula: “Há que se definir quem é o candidato ou candidata do PT’’. A convenção do PMDB, que vai definir os rumos do partido, está marcada para junho do ano que vem.
Questionado hoje sobre uma suposta ajuda financeira do PT à candidatura de Rossi, Quércia respondeu: “Ele está com uma campanha rica, a nossa é pobre. É o tostão contra o milhão’’. Rossi, segundo a Folha de S.Paulo apurou, contou com o apoio do prefeito petista de Osasco, Emidio de Souza, em sua candidatura. O ex-governador Quércia teve 597 votos contra 73 de Rossi -88% do total de 670 delegados que participaram da convenção na Assembleia Legislativa. De acordo com a atual direção do partido no Estado, esse resultado não deve garantir à chapa de Rossi, que defendia uma candidatura peemedebista ao Palácio dos Bandeirantes, um vaga no novo Diretório Estadual da Sigla. No ano que vem, o partido realizará uma convenção para sacramentar seus rumos eleitorais.
O ex-governador Orestes Quércia foi reeleito para a presidência do PMDB em São Paulo ontem. Ele obteve 597 votos, ante 73 votos obtidos pelo outro candidato à presidência da legenda, o deputado Francisco Rossi. O número total de delegados é de 750. A votação ocorreu na Assembléia Legislativa de São Paulo. Houve um voto em branco e três nulos. O presidente da Câmara dos Deputados e líder do PMDB nacional, Michel Temer, defendeu que, apesar de declarar preferência pessoal pela opção de um peemedebista para compor a chapa que teria Dilma Rousseff como candidata à presidência pelo PT, a decisão final só será tomada na convenção do partido, em junho. “São três as tendências no partido: uma é lançar Roberto Requião (PMDB-PR); outra é pleitear uma aliança com a candidata do PT, que é a minha; e a terceira é apoiar a candidatura de José Serra (PSDB-SP). Durante a convenção, lideranças do partido em São Paulo admitiram a possibilidade de lançar um nome para concorrer ao cargo de governador no Estado. Para Orestes Quércia, o lançamento de um possível candidato virá depois de uma análise do cenário eleitoral nacional. Quércia disse que, caso o PMDB decida lançar candidato próprio à presidência da República, há possibilidade de o partido escolher um nome peemedebista para o governo paulista. “Se o (governador do Paraná, Roberto) Requião passa na convenção e é candidato a presidente, nós vamos evidentemente ter que analisar o lançamento de um candidato a governador de São Paulo. Não vamos deixar a campanha presidencial sozinha aqui em São Paulo”, afirmou Quércia. O ex-governador Orestes Quércia foi reeleito para a presidência do PMDB em São Paulo ontem. Ele obteve 597 votos, ante 73 votos obtidos pelo outro candidato à presidência da legenda, o deputado Francisco Rossi. O número total de delegados é de 750. A votação ocorreu na Assembléia Legislativa de São Paulo. Houve um voto em branco e três nulos. O presidente da Câmara dos Deputados e líder do PMDB nacional, Michel Temer, defendeu que, apesar de declarar preferência pessoal pela opção de um peemedebista para compor a chapa que teria Dilma Rousseff como candidata à presidência pelo PT, a decisão final só será tomada na convenção do partido, em junho. “São três as tendências no partido: uma é lançar Roberto Requião (PMDB-PR); outra é pleitear uma aliança com a candidata do PT, que é a minha; e a terceira é apoiar a candidatura de José Serra (PSDB-SP). Durante a convenção, lideranças do partido em São Paulo admitiram a possibilidade de lançar um nome para concorrer ao cargo de governador no Estado. Para Orestes Quércia, o lançamento de um possível candidato virá depois de uma análise do cenário eleitoral nacional. Quércia disse que, caso o PMDB decida lançar candidato próprio à presidência da República, há possibilidade de o partido escolher um nome peemedebista para o governo paulista. “Se o (governador do Paraná, Roberto) Requião passa na convenção e é candidato a presidente, nós vamos evidentemente ter que analisar o lançamento de um candidato a governador de São Paulo. Não vamos deixar a campanha presidencial sozinha aqui em São Paulo”, afirmou Quércia.
“Se nós tivermos Roberto Requião (atual governador do Paraná) para postular a presidência, evidentemente vamos lançar um candidato próprio ao governo de São Paulo e dizer para José Serra: ‘sinto muito, mas temos de ficar com o nosso partido”,