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Centrovias contrata órgão para avaliação de erosão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A mobilização do diretor do Zoológico de Bauru, Luiz Pires, para o problema da erosão em área ambiental às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, a Bauru-Jaú, e que, segundo ele, é o que provocou o assoreamento da lagoa do parque, começa a dar resultados. A Centrovias, concessionária responsável pela administração da rodovia, anunciou que contratou o Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIEGA), com sede em São Carlos, para estudar o problema.

A assessoria de imprensa da Centrovias informa que divulgará em breve o resultado do relatório que o instituto está elaborando. “A Centrovias, reconhecendo a necessidade de ter um conhecimento mais amplo e aprofundado do assunto em questão, buscou a contribuição de especialistas para que estudassem o problema apresentado”, informa a empresa.

O relatório será assinado pelos professores José Galizia Tundisi, especialista em ecologia e limnologia, e Francisco Antônio Dupas, engenheiro especialista em gestão de bacias hidrográficas. Já com a lagoa do zoológico assoreada, o que obriga o parque a ter de recorrer a caminhão-tanque para oferecer água a vários animais, Pires tem buscado mobilização da cidade para sanear o processo erosivo.

No sábado passado funcionários do zoológico coletaram assinatura na Praça Rui Barbosa em prol da causa. Na segunda-feira, durante sessão da Câmara, Pires usou a Tribuna para pedir apoio político aos vereadores. Na quarta-feira, o prefeito Rodrigo Agostinho entregou documentos que mostram, com fotos, a cronologia dos fatos desde o surgimento da erosão e assoreamento da lagoa do zôo à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

O objetivo é que o órgão estadual intervenha para que a situação seja resolvida o mais rápido possível. Paralelamente, o Ministério Público (MP) do Meio Ambiente apura o caso.

O MP aguarda laudo do setor técnico de engenharia para decidir qual medida tomar: se comprovar o dano ambiental, vai cobrar do responsável a reparação. Durante o processo, pode, ainda ser assinado termo de ajustamento de conduta para sanar o problema e reparar o dano já causado. A Artesp informou ao JC que acompanha o caso, mas aguarda o resultado da apuração pelo MP.

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