Falamos tanto em desenvolvimento, tecnologia avançada, tudo de última geração, mas em outras coisas não vemos evolução, principalmente em ‘algumas atitudes do ser humano’. Quase terminando a primeira década do século XXI, ainda encontramos animais abandonados nas ruas à mercê da própria sorte, em número que se prolifera a cada dia, que são atropelados e podem até provocar acidentes.
Como pode isso ainda acontecer, uma vez que a mídia aponta que mais de 80% da população mundial gosta do convívio com animais? O Poder Público protela ações concretas alegando outras prioridades, mas, ao nosso entender, a saúde pública e o bem-estar da sociedade deveriam ser prioridades. Parece que o Poder Público não entende que o problema animal é um problema social que existe em conseqüência do abandono de animais nas ruas e da superpopulação de cães e gatos, afetando diretamente a sociedade com doenças e muitos outros infortúnios. É preciso que a polícia seja mais efetiva com relação às denúncias de maus tratos e crueldade contra animais, pois isso está garantido na Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98.
As organizações não governamentais que recolhem animais (por não conseguirem virar as costas para o animal em abandono e sofrimento) se frustram por ser muito maior o abandono do que a procura por adoção. Precisamos acabar com o comércio de animais. Acreditamos que, tanto na rede pública de ensino quanto na particular, a abordagem desse assunto, para desenvolver os princípios e valores que constam na Declaração dos Direitos dos Animais, não é feita satisfatoriamente.
Chegou a hora de mudarmos esta situação. Comecemos a agir, lutando contra a indiferença, denunciando, exigindo ações políticas daqueles em quem nós votamos nas eleições passadas. Podemos, também, iniciar em nossas casas, nas ruas, nos bairros. Vamos disseminar o amor por estes animais, espalhando a necessidade e a urgência de acabar com esta situação, nos informando mais sobre a esterilização de animais, a posse responsável, a identificação de todos os animais. Agora temos o recurso dos chips de identificação e outras atitudes preventivas de perda de animais, abandono etc. Vamos refletir sobre este pensamento: “Entre as pequenas coisas que não fizermos e as grandes que não podemos fazer, está o perigo de não tentarmos nenhuma”. (Autor desconhecido). Desejamos a todos Boas Festas e um feliz 2010.
Instituto Vidadigna - Apoio e Educação para Preservação e Bem-Estar Ambiental, Humano e Animal - ividadigna9@gmail.com