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A falta de bom senso

Carlos Pinto
| Tempo de leitura: 2 min

A Conferência sobre o clima realizada em Copenhague, patrocinada pelas Nações Unidas, termina em clima de desânimo, desconforto e sem qualquer avanço pratico que diminua a emissão de poluentes e, consequentemente, coloque um freio no aquecimento global. Os interesses econômicos dos Estados Unidos, da China, da Índia e da África do Sul permitiram apenas um leve acordo parcial, deixando para o próximo ano o cerne principal das discussões. Esperava-se muito dessa Conferencia, mas pelo visto faltou o elementar bom senso da maioria das lideranças mundiais, mais preocupadas com resultados financeiros do que propriamente com o bem-estar e a qualidade de vida da população mundial. Aos poucos, a esperança significada pela vitória de Barack Obama nos Estados Unidos vai sendo diluída em meio a contradições, insegurança e “acoelhamento” aos interesses empresariais norte-americanos.

O Congresso Americano acaba de aprovar mais 128 bilhões de dólares para que os americanos continuem despejando bombas e foguetes nas guerras do Iraque e Afeganistão. É a indústria armamentista faturando sobre a desgraça alheia, quando, em sua campanha, o atual presidente norte-americano projetou a imagem de que colocaria um fim em tais conflitos. É certo que recebeu uma nação destroçada economicamente por seu antecessor, mas não será da forma como caminha que conquistará resultados próximos à esperança e expectativa que criou em todo o planeta. Da mesma forma frustrou as expectativas mundiais nesta Conferência do Clima em Copenhague. Por certo, junto com outros lideres mundiais, se lixou para os problemas que advirão na continuidade dos crimes cometidos contra a natureza. Já teve uma resposta quando retornou para casa, pois a forte nevasca que desabou sobre Washington quase impede seu avião de aterrisar na cidade.

A natureza se defende como pode das agressões de que é vitima diariamente. Enquanto os homens não se conscientizarem de que devem evitar esse confronto, sofrerão na pele com o degelo, os temporais, os vendavais, os tornados e demais armas de que dispõe a mãe natureza, para se defender dessas agressões. O mundo hoje carece de lideranças de coragem, desvinculadas de interesses pouco edificantes, para que possam assumir compromissos com o futuro e as novas gerações. Que mundo pretendem deixar para seus descendentes? O caos? É o que parece.

O autor, Carlos Pinto, é jornalista e colaborador de Opinião

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