Estou feliz! Estão surgindo vozes que conhecem, apreciam e defendem o Pequizeiro. O exemplar da Bernardino é um remanescente, testemunho da exuberância da paisagem que ali existia. Não nos iludamos com leis que protegem a vegetação, não existem leis que protejam o pequizeiro ou outras espécies na área urbana, somente nas áreas do bioma cerrado, que aliás em nosso país está perdendo espaço para expansão urbana “característica de civilização urbanística”. Falando em proteção, comento o gesto do município que transplantou um pequizeiro jovem que estava no meio das obras da Comendador Martha, assim como vez com a Copaíba que ali estava.Tenho registrado em minha digital vários abates a pequizeiros na cidade, principalmente na região sul, como Jardim América e Europa, dando espaço para construção civil. Estou aguardando mais um abate de um lindo exemplar localizado na altura da quadra 20 da Nª. Srª. de Fátima, localizado em lote de particular.
Quem o defenderá? A espécie caryocar brasiliensi apresenta característica peculiar: imaturidade do embrião e semente dormente, que necessitam de um trato específico, não havendo um olhar para tal, bem como não havendo comércio de mudas, isto contribui para a extinção da espécie, aliado a degradação de áreas de cerrado. Diante da cultura de devastação, principalmente da vegetação no país, é hora de reconstruir com atitudes. Ser voluntário em ONGs que defendem o meio ambiente pode ser uma delas. Germinar a semente do pequizeiro em viveiro é um desafio a ser abraçado, mas é a única esperança de perpetuar a espécie, trazendo-o de volta, fazendo parte do paisagismo urbano, plantado em praças, ruas e quintas, sendo a herança para futuras gerações. Salve o pequizeiro!
Antonio Cícero de Oliveira