Política

PC do B diz que governo ‘frita' Majô

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Conspiração, ataques articulados, campanha sistemática e uma “crise fabricada dentro da prefeitura, sob o olhar complacente do prefeito”. Esta é a essência da manifestação da direção municipal do PC do B sobre os problemas de gestão enfrentados pela secretária municipal de Educação, Majô Jandreice (PC do B), dentro do próprio governo municipal.

A exemplo dos últimos episódios, quando a secretária teve pedido de processo de licitação de compra de carne pré-cozida arquivado pelo prefeito e redução na despesa solicitada para serviços de descupinização e desratinização a partir de manifestação da Secretaria de Educação, a direção da legenda comunista, da qual Majô faz parte, cobrou posicionamento do prefeito Rodrigo Agostinho.

Mas, na nova manifestação em defesa da integrante da legenda, o PC do B partiu para o ataque. O partido lembra que teve participação ativa na articulação da candidatura de Agostinho e avaliou que a vitória de Rodrigo traria avanços político-administrativos na gestão da prefeitura. “No entanto, a direção municipal do PC do B vem esclarecer sobre os repetidos episódios para desgastar os quadros comunistas que participam da gestão Rodrigo. Os comunistas entendem que há uma campanha sistemática de desqualificação moral, política e administrativa de Majô”, lança.

Os integrantes do partido afirmam que “tais ataques são articulados nos bastidores do governo em conluio com algumas instâncias poderosas e pseudo formadoras de opinião, para derrubar a secretária de Educação. É uma crise fabricada dentro da prefeitura, sob o olhar complacente do prefeito”.

O PC do B amplia que a crise orquestrada dentro do próprio governo tem “manipuladores furtivos que difamam Majô. Os conspiradores desejam derrubar a secretária porque estão de olho no poder. É gente oportunista e sem escrúpulo. O PC do B reivindica ao prefeito respeito, diálogo e transparência no trato das questões político-administrativas do governo municipal”, ataca a nota assinada pelo presidente, Hobert dos Santos, com o aval dos demais membros.

“Nota infeliz”

O prefeito classificou a reação do PC do B como “nota infeliz”. Segundo ele, “ninguém conspira nada contra Majô. Não é assim que se faz discussão política. A administração é extremamente transparente e por isso muitos dos procedimentos internos são levados a público. Vou discutir a situação da Majô e corrigir o que for necessário”, rebateu.

Na avaliação do chefe do Executivo, Majô não acompanhou os processos internos como deveria. “Cada projeto ou processo interno passa pelas mãos de 10, 15 pessoas em cada secretaria e isso cria vários filtros. Tem proposta minha que também vai para o arquivo e isso não deve ser motivo de briga. O secretário tem de acompanhar o processo em todas as fases e a Majô tem dificuldades por administrar Orçamento de R$ 100 milhões e 1.900 funcionários. Reconheço a dificuldade de estrutura, mas cada secretaria tem de ter seu pessoal para ajustar o que estiver errado e fazer a coisa andar”, abordou.

Ao ser perguntada, ontem à tarde, dos personagens da conspiração e do foco de sua crise interna, Majô Jandreice indicou que sua pasta passa por objeto de disputa e que há problemas com a Secretaria de Administração. “Se é um time, um governo, um integrante de outra secretaria tem de discutir comigo eventuais ajustes em processos e não mandar arquivar como se o programa pudesse parar. Se for para ser governo, tem de arrumar e não mandar arquivar e depois aparecer o questionamento no jornal”, comentou a secretária.

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