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Basquete: GRSA/Itabom faz ‘jogo do ano’ com Assis

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

O técnico Guerrinha reuniu o elenco do GRSA/Itabom, ontem à tarde, para passar as penúltimas recomendações (as últimas serão no vestiário) antes da partida de hoje, às 21h, contra o Assis, que vale a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Depois de quebrarem toda a lógica da série melhor-de-cinco, ao ganharem fora de casa e, conseqüentemente, perderem em seus domínios, Bauru e Assis se encontram esta noite para o derradeiro e decisivo choque, o quinto jogo. Quem vencer segue no Estadual. Quem perder passará a pensar somente no Novo Basquete Brasil. Os bauruenses pretendem evitar os erros que culminaram com a derrota em casa, caminho para carimbarem o passaporte para seguir na disputa do título.

“Está 0 a 0 e só tem um jogo. São duas equipes médias, que sentem o final do jogo. Está equilibrado, porque jogam diferente (no momento decisivo). Jogar em casa é bom por um lado, desde que você faça por onde, principalmente defesa e transição. Se fizer um jogo truncado, como foi o de ontem (anteontem), o adversário tem vantagem. Foi o que aconteceu no nosso último jogo aqui (na Luso). Tem que fazer um jogo solto, mais agressivo”. Esse foi um dos alertas que Guerrinha fez aos seus jogadores.

O treinador analisa o momento psicológico da equipe no momento de definição da série. “Nós fizemos ontem (anteontem) o reparo do que não conseguimos fazer em casa. Só que ficou melhor psicologicamente. Se tivéssemos ganhado em casa e perdido ontem (anteontem), para o quinto jogo seria pior. Mas foi muito arriscado o que fizemos, involuntariamente. Temos que saber que já passamos por uma e temos que aprender com isso. Assis não aprendeu vendo a gente passar aqui e perdeu lá. Vamos ter que colocar em prática tudo o que precisa ser feito para quem joga em casa”, acrescenta. A ênfase é na defesa e transição.

Guerrinha ainda lembra que a concentração é fundamental, já que as situações se invertem rapidamente em playoffs. “Playoff é muito perigoso. O céu e o inferno estão muito próximos. Na sexta e no sábado, estávamos no inferno, no domingo, estamos no céu. Para você continuar no céu, tem que fazer muito, mas muito, durante o jogo. Tem que construir o jogo”, aponta.

Lição assimilada

A lição parece ter sido assimilada pelo “alunos” de Guerrinha. “A gente não pode entrar no clima de ‘já ganhou’. Nosso inconsciente, às vezes, acaba enganando a gente e fazendo com que possamos pensar que temos uma vitória garantida. Não pode ser assim, temos que estar focados que vai ser um jogo difícil. Do outro lado, tem um adversário que sabe jogar e pode ganhar a qualquer momento”, comenta o ala Alex.

“Não ganhamos nada, a série está empatada. A diferença o que faz é a vontade da gente. O playoff já é assim, mas agora mais do que nunca. Acho que é quase a décima vez no ano que a gente joga contra eles e, então, é motivação, tentar fazer uma defesa forte e muito contra-ataque. Ter um volume alto de jogo”, acrescenta o ala Fischer.

Assis pode ter uma baixa importante para a partida. O armador Mark Borders, lesionado, pode não jogar em Bauru. O jogador admite que, se jogar, entrará em quadra no sacrifício.

Franca e Paulistano avançam

Franca e Paulistano estão nas semifinais e se enfrentam por vaga na final. Em casa, os francanos derrotaram Araraquara por 78 a 58 e fecharam a série em 3 a 2. O Paulistano protagonizou uma grande virada ao sair perdendo por 2 a 0 e ganhar três jogos seguidos para fechar em 3 a 2 contra o Pinheiros. Ontem, o Paulistano ganhou por 82 a 74.

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