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Falta de energia faz HB suspender hemodiálise

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

A falta de energia registrada anteontem, em Bauru, fez o Hospital de Base (HB) suspender as sessões de hemodiálise no período da tarde. A interrupção ocorreu por volta das 15h40, dez minutos depois de iniciado o terceiro turno do serviço na instituição. Cerca de 30 pacientes foram prejudicados pela suspensão e tiveram de ir para a casa sem passar pelo tratamento.

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB), por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o serviço de hemodiálise conta um gerador próprio para situações de emergências, mas o aparelho não funcionou, durante o blecaute. As causas para o problema no equipamento ainda estão sendo averiguadas pela instituição. Já os aparelhos de hemodiálise tiveram de ser desligados para evitar que fossem danificados em decorrência das oscilações de energia.

Um homem de 34 anos, que sofre de insuficiência renal crônica e depende do serviço de hemodiálise do HB, entrou em contato com o Jornal da Cidade para reclamar da interrupção no atendimento.

“Não fazia nem dez minutos que nossa sessão havia começado quando vieram nos dizer que teriam de suspender o tratamento. Perguntei, então: ‘Mas, e o gerador?’”, criticou. Doentes renais crônicos como ele costumam passar pela hemodiálise três vezes por semana. Cada sessão dura quatro horas, em média.

A de segunda-feira costuma ser a mais esperada pelos pacientes. “Chegamos ao hospital com inchaço no corpo, cansaço, falta de ar”, explica o homem. Devido ao acúmulo de líquidos, muitos apresentam aumento de peso entre uma sessão e outra.

Essa variação de massa corporal, aliás, indica o quanto o paciente necessita de uma nova sessão de hemodiálise. “No meu caso, por exemplo, o limite tolerável é de três quilos a mais. Depois disso, minha saúde começa a ficar comprometida”, explica. Ontem, ele tinha um excesso de dois quilos e 800 gramas em líquidos.

Raio-X

O JC também foi procurado por um aposentado de 68 anos, que reclamava do serviço de diagnóstico por imagens do HB. Ele realizou um exame de raio-X no último dia 30 e teve de esperar mais de 20 dias para receber o resultado.

Anteontem, precisou aguardar mais de duas horas na fila para apanhar o diagnóstico. “Considero isso um desrespeito”, afirmou o aposentado Glicério Elias de Lelis. A assessoria de imprensa da AHB atribuiu a demora de ontem à falta de energia, que deixou o serviço congestionado. Informou ainda que existe um projeto em andamento para recuperar as máquinas de raio-X, adquiridas há mais de duas décadas.

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