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Atendimento triplicará

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Com a ampliação do laboratório e ambulatório para o teste do pezinho, a Associação dos Pais e Amigos do Excepcional (Apae) de Bauru, espera triplicar os atendimentos, que hoje são cerca de 300 ao mês. E essa obra veio no momento exato. A partir de fevereiro, a entidade passará a investigar mais uma doença no exame, o que deverá aumentar a procura.

O laboratório é credenciado pelo Ministério da Saúde e realiza teste do pezinho gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para 292 cidades de São Paulo. A unidade atende as regiões de Bauru, Botucatu, Marília, Presidente Prudente, Araçatuba e Assis. Ao todo, são realizados cerca de 5 mil testes por mês. O teste é obrigatório desde 1990 e consta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A Apae faz o exame do pezinho desde 1998. “A coleta (do sangue para análise) é feita nas unidades básicas ou maternidades das cidades e as amostras são enviadas a Bauru, onde o teste é feito”, explica a bioquímica Karla Panice Pedro, responsável pelo laboratório. Se o laboratório verifica que há alteração no exame, o paciente é convocado e inicia o tratamento imediatamente, na própria unidade. Atualmente, 300 crianças são atendidas no local.

Os pacientes comparecem à entidade a cada dois meses e passam por consulta médica e atendimento da equipe multidisciplinar, que conta com psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos e nutricionistas. Depois de 12 anos de atuação, com uma demanda crescente, o espaço ficou pequeno. “São doenças que não têm cura, somente tratamento. E a procura é crescente”, observa a bioquímica.

Para oferecer uma estrutura mais adequada a essas crianças, a Apae visa a ampliação do espaço. Com o repasse do dinheiro da campanha Panetone Solidário, promovida pela rede de supermercados Tauste, a entidade vai iniciar a obra. “Com a nova estrutura, calculamos em triplicar a capacidade”, avalia Karla. Ou seja, o ambulatório passará a atender cerca de 1,2 mil pacientes.

O novo prédio contará com salas de consultas para neuropediatras, endocrinologistas, pediatras, penumologistas e hematologistas, além de uma brinquedoteca e salas para atendimento de serviço social, psicologia, fonoaudiologia, entre outros. Também haverá novo espaço para a coleta de amostras para o exame. O projeto da ampliação ainda aguarda liberação da Vigilância Sanitária e da prefeitura, mas a expectativa é que as obras comecem no primeiro bimestre de 2010.

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Teste ampliado

A partir de 6 de fevereiro de 2010, o teste do pezinho no Estado de São Paulo será ampliado. Atualmente, ele é feito para a detecção de três doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito e anemia falciforme e outras hemoglobinopatias. Daqui pouco mais de dois meses também irá detectar casos de fibrose cística. De acordo com a bioquímica Karla Panice Pedro, a cada oito mil testes, um dá positivo para a doença que passará a fazer parte do exame. “Isso significa que a cada dois meses teremos um novo paciente”, observa.

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