Não há dúvida de que o bom velhinho é o personagem mais aguardado pela criançada na noite do dia 24, véspera de Natal. Na Casinha do Papai Noel, o assistente administrativo Ricardo da Trindade Oliveira, 42 anos, o bom velhinho do espaço há três anos, conta que o sonho e o lúdico da data permanecem vivos, principalmente, nas crianças entre 3 e 6 anos. Conseqüentemente, elas são maioria no local.
“Cada ano fica melhor fazer parte da Casinha do Papai Noel. Mas, percebemos que por volta dos 8 anos, as crianças vão perdendo o sonho e passam a não acreditar mais no bom velhinho”, revela Oliveira.
Mas, como toda regra tem sua exceção, neste caso não é diferente. “Existem meninos e meninas com 12 anos, por exemplo, que me olham como se eu fosse o verdadeiro Papai Noel”, conta. “Esse ano, uma menina chegou para me visitar na Casinha e disse que eu não existia. Então brinquei com ela e disse que podia beliscá-la para ver que sou real. Foi aí que ela disse que o único pedido que faria era um emprego para o pai. É nessas horas que vemos que os pequenos acreditam que o personagem pode realizar seus sonhos. Por isso, tento mostrar que, se houver pensamento positivo, tudo é possível”, acrescenta.
Ele, que na última segunda-feira trabalhou até a meia-noite, afirma que entre as meninas o pedido mais comum é a Barbie e as três mosqueteiras. No caso dos meninos, a pista da Hot Wheels. No sábado e domingo, Oliveira conta que caso seja questionado, vai dizer às crianças que gostou muito de Bauru e por isso resolveu ficar mais dois dias na cidade.