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Compras de última hora lotam Calçadão

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

As longas filas, o corre-corre e o risco de não encontrar o produto procurado não intimida boa parte da população. Menos de 24 horas da ceia de Natal, muita gente ainda procurava o presente do amigo-secreto, os ingredientes para as receitas e as frutas para saborear e decorar a mesa. Os comerciantes estenderam o horário de atendimento para suprir o aumento da demanda.

A Central de Abastecimento de Bauru (Ceasa) funcionou até o meio-dia e garantiu a ceia farta de pelo menos dois mil atrasadinhos. “O maior movimento foi ontem, mas sempre tem aqueles pára-quedistas de última hora. Hoje (ontem) devem passar por aqui entre duas mil e três mil pessoas”, conta Marcos Silva, permissionário da Ceasa.

As mercadorias mais vendidas no local são as frutas como nectarina, ameixa, lichia e uva. Ao contrário da maioria dos consumidores que compra somente o que esqueceu na última hora, a dona de casa Elaine Rodrigues deixou as ameixas para o final de propósito. “Fica mais barato porque se eles não vendem agora, eles perdem”, argumenta.

Nos supermercados, as longas filas não desanimavam ninguém. Teve até quem deixasse para comprar todos os ingredientes da ceia na véspera de Natal. “Vim comprar as coisas para ceia: peru, lombo... Tínhamos programado uma viagem, mas houve um imprevisto e agora tive que vir comprar tudo de última hora. Sei que corri o risco de não achar o que eu queria”, relata a farmacêutica Cássia Vicentini que estava às voltas com o filho e o marido em um supermercado da cidade.

Só um mercado bauruense esperava ontem mais de oito mil consumidores em busca principalmente dos artigos natalinos como aves congeladas, frutas, carnes e bebidas. “Nós já compramos os produtos em maior quantidade para tentar garantir aos clientes que não falte nada mesmo em cima da hora, mas, às vezes, pode acontecer de faltar”, explica Gilberto Rocha, gerente de uma loja do ramo.

No comércio do centro ou do shopping, deu tempo de muita gente comprar aquele último presente. Segundo Cássio Carvalho, presidente Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), cerca de 35 mil pessoas passaram pelo comércio da cidade.

“Os comerciantes estão contentes, a cidade está cheia e o shopping está lotado. Esperamos, ao todo, um aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado”, pondera.

A irmã da faxineira Raquel de Lucas da Costa quase ficou sem presente do amigos-secreto. “Tive muito trabalho, não deu tempo de vir antes. Então vim hoje comprar um relógio para minha irmã que é minha amiga secreta”, diz.

Maria Isabel de Oliveira deixou para comprar uma lembrança para a filha ontem. Apesar de ter encontrado o que desejava, acredita que a correria não vale muito a pena. “Tinha certeza que ia encontrar a sandália que eu queria dar porque não é um produto muito procurado. Se fosse brinquedo, seria mais difícil. Mas, misericórdia, está sem condição de andar dentro das lojas”, relata.

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