O diretor administrativo do Hospital de Agudos, Alberto Alves Lima, nega que houve falha no atendimento de Luiz Cláudio Luchetti. Segundo ele, durante todo o tempo, o paciente foi acompanhado por dois médicos e recebeu toda a medicação necessária. “Os raios-x que ele tirou não indicavam nenhuma fratura. Não tinha nada quebrado”, diz. “Como ele não apresentava nada, os médicos não tinham embasamento para pedir (vaga para internação) a uma central de vagas”.
Lima revela que o paciente dizia aos médicos que estava se sentindo bem. “Ele ficou o tempo todo, inclusive, querendo ir embora”, conta. “Ele estava se recusando a fazer o raio-x”.
O diretor explica que, diante da morte de Luchetti, foi requisitado ao Instituto Médico Legal (IML) exame necroscópico e instaurada uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do óbito.
“Isso tem que ser apurado. A gente está esperando sair o laudo (do IML) porque o laudo definitivo não saiu ainda”, afirma. “A gente quer saber também o que aconteceu”.
A concessionária Rodovias do Tietê informou por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa que, em seus registros de atendimento, consta que o socorro médico para a vítima do acidente foi acionado às 19h30. “A unidade de resgate saiu de sua base (no km 317 da rodovia) imediatamente e chegou ao local do acidente (km 327) às 19h40. O tempo de resposta ao chamado está em conformidade com o que é estipulado pela Artesp. A vítima foi encaminhada ao hospital de Agudos por ser o local mais próximo do acidente”, diz.