A cana precisa do sol para ter uma maior concentração de sacarose. Como este ano o índice de chuvas foi acima do esperado, a cana não concentrou a quantidade de açúcar suficiente para ganhar preço. Segundo a Associana, o teor de sacarose ficou 10 quilos a menos por tonelada em relação à cana colhida no ano passado.
“O problema da safra 2009 foi o teor de sacarose, abaixo do esperado em função da chuva. Com concentração menor, a cana vale menos. O teor de sacarose influencia no preço porque é calculado considerando peso e teor de sacarose. No ano passado, o teor de sacarose foi maior,” comenta o engenheiro agrícola Denilson Helásio Vitti.
Para ele, o preço da tonelada da cana está defasado. “Os custos de produção são muito alto e incluem mão-de-obra, óleo diesel, mecanização, adubo e insumos. Se colocar tudo na ponta do lápis não sobra nada para o produtor.”
Com o preço da tonelada de cana em baixa, os investimentos na lavoura seguem o mesmo caminho, opina o engenheiro. “O pessoal não investe na lavoura. Deixam de colocar adubo e herbicida. Acho que não vai cair tanto a produtividade em relação a este ano porque a chuva fez desenvolver a lavoura sem o uso muito grande de insumos.
Para o engenheiro, a região tem uma área de cerca de 160 mil hectares de cana. “A área da Associcana é de 46 mil hectares concentrada na região de Jaú, Dois Córregos, Mineiros do Tietê e Bariri. Esta área somada à das usinas deve totalizar uns 160 mil hectares. A média de colheita é de 80 tonelada por hectare.”