Pyongyang - O ativista pró-direitos humanos Robert Park, 29 anos, americano de origem coreana, cruzou a fronteira da Coréia do Norte com o objetivo de entregar uma carta ao ditador norte-coreano, Kim Jong-il. Ele quer pedir o fechamento dos campos de trabalho norte-coreanos, informou a agência Yonhap.
Park, que não tinha autorização para entrar no país, atravessou ontem a fronteira a partir da China, através do rio Duman. Segundo meios de imprensa, Park gritava: “Sou cidadão americano. Trago o amor de Deus”.
Park é o líder de uma campanha internacional a favor dos direitos humanos na Coréia do Norte que tem o nome “Liberdade e Vida para todos os Norte-Coreanos: 2009”. O grupo afirma ser uma coalizão mundial de cristãos e ativistas que trabalham para promover os direitos humanos na Coreia do Norte.
A imprensa, que cita colegas ativistas de Park, diz ainda que ele não foi detido em um primeiro momento pelos guardas de fronteira da Coréia do Norte, mas não se voltou a ter notícias dele desde então. A imprensa norte-coreana, ligada ao governo, não confirmou sua entrada no país. A embaixada americana em Seul afirmou não ter informações sobre o incidente.
Park levava uma carta na qual pedia a Kim Jong-il a abertura das herméticas fronteiras do Estado aos envios de ajuda alimentar e médica, assim como o fechamento dos campos de concentração para presos políticos, acrescentaram seus companheiros.