Bairros

Variedade permite incluir vinho no cardápio diário

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Espumante, rosé, tinto ou branco. Seco ou mais adocicado. Com valores que variam de acordo com o gosto e a possibilidade financeira de cada pessoa, os vinhos são tradicionalmente considerados bebidas festivas e, conseqüentemente, estão em alta com a aproximação de 2010. Mas se engana quem pensa que o consumo da bebida deve ser restrito às comemorações. Segundo especialistas, o vinho pode e deve estar presente à mesa durante todo o ano.

“O vinho pode acompanhar qualquer refeição se for bem escolhido. Muitos brasileiros não têm este costume, embora uma mudança neste sentido possa ser notada. Beber vinho diariamente, em uma dose recomendada, é sinônimo de saúde e prazer ”, aponta o enófilo Luiz Antônio Ruiz, membro da Enoconfraria Bauruense.

Ruiz ressalta que incluir o vinho no cardápio diário e harmonizá-lo com as refeições é apenas uma conseqüência para quem começa a estudar a bebida. “Quando a pessoa pega amor por vinhos, ela passa a criar combinações entre o líquido e os alimentos. É prazeroso conseguir ressaltar o sabor da comida com ajuda do vinho”, conta.

Nelson Luiz Pereira, diretor de degustação da Associação Brasileira de Sommeliers – São Paulo (ABS-SP), aponta que os vinhos podem acompanhar qualquer cardápio. “Muitas pessoas pensam que os espumantes servem somente para brindes, mas isso não é verdade. Eles podem acompanhar aperitivos, como canapés, por exemplo, e quando mais estruturados vão bem com aves e peixes delicados. Para os amantes do vinho tinto a boa notícia é que a bebida é ideal para acompanhar carnes mais elaborados, como o famoso churrasco. Já o vinho branco é ideal para acompanhar o famoso peru de final de ano”, exemplifica.

Simone Ghedini, integrante da Confraria Feminina de Bauru, salienta que apreciar diariamente o vinho refina o paladar das pessoas. “Existe uma lenda de que mulher só gosta de vinho doce, mas isso não é verdade. Quando você começa a estudar e conhecer é que se torna possível definir o sabor que mais te agrada. No caso das mulheres da confraria, por exemplo, o preferido é o vinho seco.”

Incluir vinho no preparo de pratos é mais uma alternativa para quem gosta da bebida e deseja ressaltar o sabor das refeições. “Existem muitas receitas que têm o vinho como ingrediente. Para não ter erro, neste caso, a pessoa deve optar por bebidas de safra recente e que não tenham aromas ou sabores incomuns. É necessário muito cuidado com as combinações para não alterar o sabor da receita”, indica Pereira.

Outro fator importante, que colabora para o consumo diário da bebida, é que nem sempre o preço está ligado à qualidade do vinho. “Existem vinhos bons e baratos, como também existem ruins e caros. Claro que alguns deles apresentam altos valores devido ao fato de envolverem cuidado especial no processo de produção, mas não precisam ser consumidos diariamente. Também é preciso ficar atento porque não se justifica o valor abusivo cobrado por muitos vinhos”, destaca Pereira.

Ruiz conta que em uma das reuniões da Enoconfraria um teste com relação ao assunto foi realizado. “Escolhemos seis vinhos, com valores que variavam entre R$ 40,00 e R$ 400,00. Vedamos os rótulos e provamos, depois cada confrade deu as notas e elegeu o melhor vinho. Para nossa surpresa o mais caro não foi eleito o melhor.”

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