• Majô de saída
Aconteceu o que se previa: a secretária da Educação, Majô Jandreice, foi demitida pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Por mais que ela própria e seu partido (PCdoB) tentem encontrar um fator externo como causador da mudança, o que é fato - comprovado - é que sua condução dos processos de compra e contratação de serviços foi o que determinou esse desfecho.
• Fatos concretos
Não tivesse a secretária se deparado com pelo menos 7 processos de compra e contratação de serviços duvidosos, nada disso teria ocorrido. O secretário da Administração, Renato Gragnani, apenas fez valer o que lhe determinou o prefeito logo que começou o governo: fiscalize todos os contratos e os que não forem convincentes que sejam cancelados.
• Sete em um ano
Para relembrar, vamos aos processos interrompidos pelo secretário da Administração, Renato Gragnani, apenas para citar os enunciados deles. Se for necessário o detalhamento, basta uma pesquisa no site do JC. 1- compra de raticidas, 2- contrato do transporte escolar, 3- Monitoramento do transporte escolar, 4- entrega de peixe da merenda, 5- compra de livros e 6- programa pedagógico de informática e 7- carne pré-cozida congelada.
• A gota d’água
Majô, embora amiga de Rodrigo desde os tempos de Câmara Municipal, permitiu que o processo de desgaste de sua gestão tivesse ocorrido sem enfrentar a iminente crise no tempo certo e diretamente com o prefeito. Ao final, veio o desfecho, cuja gota d’água foi uma carta de seu partido tornada pública com acusações a Rodrigo. Quebrou-se aí a última relação de confiança.
• Trocas e pressões
Com exceção da saída de Paulo Campanha, no DAE, por sua atuação, em indicação direta do PR, as demais substituições no governo atual também tiveram turbulências e incógnitas. Pollyana Teixeira, a exemplo de Majô, trombou no comando da pasta e na condução interna. Cláudio Gomes deixou a Sear com a sensação de que algo além do particular exigia sua saída.
• Sumiu o processo!
O DAE não conseguiu localizar, ontem, o processo que originou a anterior contratação de serviço de filmagem no poço Nações Unidas, que abastece a região do Shopping. Estranhíssimo o dado, já que ninguém paga algum serviço sem guardar documentos como nota fiscal, solicitação do caso, empenho, laudo ou o próprio relatório com os dados do que foi realizado. Foi a quarta intervenção neste poço em 12 meses.
• Antecipando
Hoje, às 11h, na sala da presidência da Câmara Municipal, ocorre a recondução ao cargo do vereador licenciado Moisés Rossi (PPS). O parlamentar estava afastado de suas funções desde o último dia 17, para tratar de interesses particulares. No período, assumiu a vaga o primeiro suplente Paulo Sérgio Sassá (PPS).
• Contrariedade
Moisés Rossi reassume o exercício do mandato antes do término da licença, de 30 dias, conforme prevê o artigo 15, inciso IV, da Lei Orgânica do Município de Bauru. A antecipação deixou alguns colegas contrariados ontem, pois no entendimento deles a licença soou mais como um artifício para dar a Sassá o “gostinho” do cargo. “Isso só desgasta o Legislativo”, disse um deles.