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Ano começa tranqüilo no PSC


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O Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru nem parecia o mesmo. Por volta das 16h do primeiro dia de 2010, a unidade de urgência e emergência acolhia pacientes aguardando o atendimento, mas nada de superlotação. De acordo com Antônio Sabbag, diretor do Departamento de Urgência e Emergência, os dias de feriado, principalmente no final do ano, costumam ser mais tranqüilos que a média.

Ele informa que a maioria dos casos que chegaram ao PSC são de pessoas com indisposição gástrica. “Geralmente é aquele pessoal que comeu ou bebeu demais durante a ceia”, diz. Além dos “exagerados”, Sabbag explica que pacientes crônicos também costumam precisar de atenção na unidade. “Pessoas com hipertensão, problemas cardíacos podem sofrer algum mal-súbito, já que o final de ano costuma ser uma época de muita emoção”, avalia.

A família de Mônica de Oliveira Freitas, 14 anos, vítima de um acidente de motocicleta, é de Arealva, mas procurou o PSC para que a adolescente fosse atendida. Eles ainda aguardavam a consulta de um médico, mas criticaram a ausência de um ortopedista na unidade. “Ela vai passar por um clínico geral e, só se for um caso mais grave, será chamado o especialista. Mas acho que uma cidade do tamanho de Bauru deveria ter um ortopedista no pronto-socorro”, diz Simone de Oliveira Preto, mãe da garota.

Antônio Carlos Rosa Nunes, 55 anos, reclamava da demora em ser dispensado do PSC. Ele conta que chegou às 10h com pressão alta, dor no estômago e diarréia. Era por volta das 16h e ele ainda estava na unidade. “Só estou esperando um médico me liberar. Não é possível que demore tudo isso”, diz. Ele deixou o PSC pouco antes das 17h.

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