Tribuna do Leitor

Adeus ao Juca


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Filio-me a todos que foram surpreendidos com a morte de Juca Mesquita e sentiram o gosto amargo da separação. Quem conheceu Juca e desfrutou de sua atenção e gentilezas jamais poderá estar indiferentes ao seu passamento. A vontade divina designou um papel para cada um de nós e o papel dele era o de alegrar as pessoas de seu convívio, ser-lhes gentil, atencioso, tarefa que representou de forma impecável. Infelizmente, as circunstâncias não ocorrem para atender às nossas expectativas.

Os fatos acontecem como têm de acontecer. Quando abraço um amigo, adverte-nos Epicteto, estamos abraçando um ser mortal como nós. Nossa única alternativa é a aceitação. E já que não podemos escolher as circunstâncias externas de nossa vida, podemos, pelo menos, escolher a maneira como reagimos a ela. Juca deu sempre o melhor de si. É assim que vamos nos lembrar sempre dele. Então, neste momento, só nos resta recorrer à prece da serenidade, aceitando, embora com tristeza, o que não podemos mudar. Aos seus familiares um abraço de solidariedade.

Maria da Glória De Rosa - Agudos

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