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Em SP, 4 morrem em Guararema; chuva destrói cidade

Folhapress
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Guararema - Um deslizamento de terra matou quatro pessoas anteontem devido ao desabamento de uma casa, no bairro Ipiranga, em Guararema (Grande SP). Dois dos corpos foram localizados só ontem pelos bombeiros.

O soterramento aconteceu por volta das 14h15 de anteontem. Uma pessoa foi resgatada com vida e levada ao Hospital Municipal de Guararema. O estado de saúde dela era estável.

De acordo com os bombeiros, a casa que desabou foi construída em uma área de risco.

A chuva também deixou a cidade isolada por causa da queda de barreiras no km 75 da rodovia Mogi-Guararema.

Ontem pela manhã, bombeiros de Guaratinguetá continuavam na busca a um adolescente de 15 anos desaparecido. Ele estava com a família em um sítio, no município vizinho de Cunha (241 km de São Paulo), cuja casa foi atingida por um deslizamento de terra ontem.

Cinco pessoas da família do adolescente - entre elas a irmã de 12 anos, os avós e uma tia - morreram. A mãe dele ficou ferida e foi resgatada ontem - ela não corria risco de morte.

Os cinco corpos foram resgatados por um helicóptero do Exército. Segundo a Secretaria dos Transportes de Cunha, a cidade está isolada, pois duas pontes foram destruídas.

Patrimônio histórico

Um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do período do café no Estado de São Paulo está sendo destruído pelas águas. São Luís do Paraitinga, a 140 km de São Paulo, está em risco. A cidade tem cerca de 90 prédios tombados pelo patrimônio histórico estadual, que estão localizados na sua área central.

Pelo menos três casarões localizados na Praça Oswaldo Cruz, no centro cidade, e metade da centenária Igreja Matriz de São Luís de Toloza desabaram na manhã de ontem - e os demais correm risco de desabamento. Outra igreja centenária, a mais antiga da cidade, a Capela das Mercês, também foi atingida pela catástrofe.

Desde a noite de quinta-feira, véspera do ano-novo, a cidade está sob as águas do Rio Paraitinga, que está 8 metros acima do seu nível normal, segundo a Defesa Civil, que calcula que, cerca de 4 mil pessoas estão desabrigadas e isoladas, pois apenas a parte alta da cidade não foi atingida pela enchente. No entanto, pelo menos 60% da população, de 10,9 mil habitantes, foi atingida direta ou indiretamente pelas chuvas.

O acesso à cidade só pode ser feito por helicóptero. Desde a manhã de ontem, homens do Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e do Exército iniciaram o resgate dos moradores que continuam isolados.

Para isso, dispõem de cinco barcos e dois helicópteros - um da Polícia Militar e outro do Exército. Uma central de operações funciona na Igreja do Rosário e várias residências estão apoiando a operação.

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