O filho dela tem 23 anos e é dependente químico, atualmente usuário de crack, a droga mais nociva ao ser humano, que pode levar à morte. Começou a usar droga ilícita aos 12, pela maconha, mas logo migrou para outras mais fortes. Desde então, já deu muito trabalho para família. Já furtou, já roubou para obter dinheiro para comprar entorpecente. Foi internado três vezes e atualmente está usando a droga. Mas a mãe dele, a manicure Celi Pereira de Souza, afirma com todas as letras. “Eu não desisto do meu filho!”.
Diferente de muitos pais de dependentes químicos, Celi não vê problema em falar do assunto e informar seu nome e sobrenome. “Ele é um filho amoroso, inteligente, que, quando não está sob efeito da droga, trabalha e faz muito bem o que se propõe”, garante ela, que está tentando conseguir internar o filho novamente. “O problema é que ele ainda não está aceitando. Mas quando brigo com ele por causa da droga, ele me abraça, chora”, completa.
Celi conta que o filho já esteve internado três vezes em clínicas para desintoxicação. Chegou a ficar períodos sem usar droga, mas teve recaída. “Na última vez ele estava numa clínica em São Paulo, que em pegava R$ 1,8 mil por mês. E ele recebia droga lá dentro”, conta ela sobre a dificuldade da recuperação.
Para fazer dinheiro e comprar droga, o filho de Celi já furtou vários itens de casa: TV, DVD. Ipod, óculos de sol, perfume sem abrir. “Agora, recentemente, ele pegou um rolo de arame da chácara”, enumera a mãe sobre a problemática de conviver com um dependente químico. “Mas todo mundo desistiu dele. Eu não vou desistir”, diz, esperançosa.