Desde o terremoto registrado no último dia 12, a capital do Haiti, Porto Príncipe, se transformou em uma cidade isolada, sem comunicação e onde se movimentam sobreviventes, muitos ainda em estado de choque, com fome e desesperados. Os sistemas de telefonia fixa e celular não funcionam e, na tentativa de facilitar a comunicação no local, os radioamadores de todo o mundo são convidados a manter as frequências 7.045 MHz e 3.720 MHz livres para todo o tráfego de emergência decorrente da catástrofe.
Na região de Bauru, o alerta aos profissionais é feito por Ramón Yagüe, radioamador e estudioso de astrofísica. “A ideia é que as sequências fiquem livre para facilitar os comunicados emergenciais no Haiti. Este é o único esteio de comunicação no momento, embora não seja extremamente eficiente, já que não tem como várias pessoas falarem ao mesmo tempo. Mas, é uma saída, por isso a importância da colaboração de todos”, revela. “Sei que a maior preocupação, no momento, é salvar vidas. Mas a comunicação é fundamental. Inclusive, os controladores de voo no Haiti estão operando rádios a baterias e handie talkie (Hts), em barracas montadas ao lado da pista do aeroporto local. É importante que os pilotos na situação final para pouso, tenham informações de direção e velocidade do vento, obtidas pelo rádio”, finaliza.