Na época de calor, as tempestades e pancadas de chuva tornam-se constantes e, como sempre, as consequências desses fenômenos nas cidades são alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra, entre outros problemas. E sempre vem à tona a velha pergunta: de quem é a culpa pelos problemas? Podemos citar vários causadores, mas uma coisa é certa, a população não pode se isentar da culpa por essas catástrofes. É sabido que as autoridades não cumprem de maneira plena seu papel, não fazem um serviço de escoamento pluvial adequado, não têm um programa de reciclagem, não sabem dar destino correto ao lixo urbano, pois a população aumenta, o consumo alimentar também, porém as políticas públicas parecem não abrir os olhos para tal constatação. Entretanto, como eu já havia dito antes, a população também tem sua parcela de culpa nesse caos todo. Aquele montinho de folha varrida que vai para o bueiro, aquela embalagem que é jogada na rua. Essas coisas parecem pequenas, mas a ação de cada pessoa individualmente acaba gerando um problema coletivo de enormes consequências. Sem contar os irresponsáveis que se alojam em beiras de barrancos e sob morros e encostas (esse é um problema que seria resolvido, na minha opinião, com uma política habitacional decente). Não sou defensor de político nem filiado a partido político, só acho que o brasileiro tem que parar de se fazer de vítima, de coitadinho e fazer sua parte, só assim teremos condições de melhorar o lugar onde vivemos e cobrar medidas efetivas dos políticos que nos representam.
Paulo alexandre Costa - Prof. de Educação Física